Delação de Marcelo Odebrecht nada prova contra Lula, diz advogado

Política
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Em nota, advogado retoma perseguição ao ex-presidente

Da Redação

O advogado de Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, criticou o vazamento das delações que o Ministério Público Federal (MPF) negociou com executivos da empreiteira Odebrecht, principalmente Marcelo Odebrecht.  A notícia virou manchete dos principais veículos de comunicação do País nesta quarta-feira (12). Em nota, o advogado criticou a cobertura da grande imprensa e denunciou o vazamento criminoso das delações. 

"O vazamento ilegal e sensacionalista das delações, nos trechos a ele (Lula) referentes, apenas reforça o objetivo espúrio pretendido pelos agentes envolvidos: manchar a imagem de Lula e comprometer sua reputação. Mas o que emergiu das delações, ao contrário do que fez transparecer esse esforço midiático, é a inocência de Lula", diz o texto. A nota ainda reafirma que a força tarefa da Lava Jato só obteve suposições e nenhuma prova que incriminaria Lula. 

Marcelo Odebrecht disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que a Odebrecht entregou milhões que supostamente seriam destinados ao petista. Primeiro, ele citou um depósito de R$35 milhões e depois citou R$ 40milhões. De acordo com Marcelo, a conta era gerida pelo ex-ministro Antonio Palocci. Durante o depoimento, ele reafirmou: "Veja bem: o Lula nunca me pediu diretamente." 

A defesa retoma as arbitratiedades praticadas pela Lava Jato para "destruir a trajetória de Lula" e endossa que mesmo depois de 24 audiências em Curitiba, depoimentos de 73 testemunhas em apenas um dos processos, nenhuma prova foi encontrada.

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Leia nota na íntegra.

A imprensa dedicou hoje inúmeras manchetes às delações que o Ministério Público Federal negociou com executivos do Grupo Odebrecht e, como tem ocorrido, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o destaque da maioria delas. O vazamento ilegal e sensacionalista das delações, nos trechos a ele referentes, apenas reforça o objetivo espúrio pretendido pelos agentes envolvidos: manchar a imagem de Lula e comprometer sua reputação. Mas o que emergiu das delações, ao contrário do que fez transparecer esse esforço midiático, é a inocência de Lula - ele não praticou nenhum crime.
 
É nítido que a Força Tarefa só obteve dos delatores acusações frívolas, pela ausência total de qualquer materialidade. O que há são falas, suposições e ilações - e nenhuma prova. As fantasiosas condutas a ele atribuídas não configuram crime.
 
Desde 4 de março de 2016. o ex-Presidente passou a ser vítima direta de sucessivas ilegalidades e arbitrariedades praticadas no âmbito da Operação Lava Jato para destruir sua trajetória, construída em mais de 40 anos de vida pública. Lula já foi submetido à privação da liberdade sem previsão legal; buscas e apreensões; interceptações telefônicas de suas conversas privadas e divulgação do material obtido; e levantamento dos sigilos bancário e fiscal, dentre outras medidas invasivas.  
 
A despeito de não haver provas, o ex-Presidente foi formalmente acusado, apenas com base em “convicções”. Depois de 24 audiências em Curitiba e a oitiva de 73 testemunhas apenas em um dos processos, salta aos olhos a inocência de Lula. Ao final dessa nova onda, o que sobrará é o mesmo desfecho melancólico vivido pelo senador cassado Delcídio do Amaral: caíram por terra suas teses. Delcídio aceitou acusar o ex-Presidente em troca da sua liberdade e depois foi desmentido por testemunhas ouvidas em juízo, quando então não podiam mentir.
 
Cristiano Zanin Martins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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