Manifestantes saem às ruas em todo o Brasil

Política
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Mais de 500 mil pessoas saem às ruas em várias cidades; São Paulo, reúne mais de 100 mil

Por Rafael Zanvettor
Caros Amigos

PasseLivreSP17Jun-iMais de 500 mil manifestantes tomaram as ruas de cidades de todo o Brasil nesta segunda-feira (17), segundo os ativistas que organizaram os atos. Na maior parte das cidades a pauta principal era a revogação de aumento da tarifa do transporte urbano, que aumentou em todo o País. Em Brasília, manifestantes ocuparam o lado externo do Congresso Nacional; no Rio de Janeiro, depois da passeata com mais de 100 mil pessoas, houve confronto entre os manifestantes e a polícia nos arredores da Assembleia Legislativa do Estado. Em São Paulo, a população se espalhou por diversas vias, reunindo mais de 100 mil pessoas, segundo o movimento Passe Livre. Também houve manifestações em Curitiba, Maceió, Vitória, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre e Recife, para citar só as capitais.

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Na manhã dessa terça (18), prefeitos de cinco cidades anunciaram a revogação do aumento das passagens. Em Recife (PE), o governador Eduardo Campos (PSB) anunciou que as trarifas de Recife e da Zona Metropolitana serão diminuídas em R$ 0,10. José Fortunati (PDT) anunciou que as tarifas serão reduzidas em mais R$ 0,05 na cidade de Potro Alegre (RS) - a passagem já havia sido reduzida no mês passado, também por pressão de manifestações contra o aumento, de R$ 3,05 para R$ 2,85; agora passa a valer R$ 2,80. A passagem em João Pessoa (PB) passará de R$ 2,30 para R$ 2,20, segundo anunciado pelo prefeito Luciano Cartaxo (PT). Em Cuiabá (MT), a passagem passou a valer R$ 0,10 a menos, e agora custa R$ 2,85, já em Pelotas (RS) houve a redução de R$ 0,15, para R$ 2,60.

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São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), recebeu na manhã dessa terça-feira (18), representantes dos movimentos sociais que lutam contra o aumento da passagem na reunião extraordinaria do Conselho da Cidade. A reunião acontece depois da manifestação de segunda-feira (17), a maior ocorrida na capital desde o movimento dos caras-pintadas, nos anos de 1990.

Reunião

A reunião em São Paulo começou pela manhã e discutiu principalmente o aumento da tarifa e o modelo de transporte público da cidade. Mauricio Costa de Carvalho, militante do Juntos, um dos movimentos que organiza as manifestações, afirmou que "a reunião foi contraditória, por um lado o conselho, que é um conselho consultivo, que renúne organizações e pessoas indicadas pela Prefeitura, se mostrou amplamente favorável à revogação. A imensa quantidade de pessoas que se pronunciaram foram contra os aumentos". Os movimentos que foram chamados pela Preitura são aqueles que participam da organização dos atos, como MPL, Juntos, Anel e outros. Mauricio Carvalho disse também que, por outro lado, "a esperança de uma proposta concreta não aconteceu, não houve declaração de uma revogação de fato. Positivamente, o que saiu da reunião foi que o Haddad se comprometeu a fazer uma reunião deliberativa, onde se possa de fato tomar a decisão sobre a revogação do aumento, mas ainda não confiirmou quando será, apenas que será até o fim desta semana". Nessa terça ocorre nova manifestação na capital paulista.

Segundo Mayara Vivian, do Movimento Passe Livre (MPL), "O prefeito entra em contradição, porque falou que entende, ouviu todo o pessoal, também nossos companheiros de luta, como os sindicatos. O que foi positivo foi que ele se comprometeu a se reunir com a gente pra negociar. O importante é que por enquanto a mobilização continua, não vai arrefecer, continuaremos protestando até barrar esse aumento."


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