Racha no PSDB aumenta com destituição de presidente interino por Aécio

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Racha no PSDB aumenta com destituição de presidente interino por Aécio

Por Jornal GGN

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Em meio a uma forte crise entre as diferentes alas do PSDB, com vistas ao nome do partido para se postular ao Planalto em 2018, e também a briga para definir o comando da sigla, o senador Aécio Neves (MG) tomou uma decisão polêmica: destituiu o senador Tasso Jereissati (CE), então interino na presidência do PSDB e o substituiu pelo ex-governador Alberto Goldman. O gesto acirrou o racha interno.
 
Aécio, absolvido pelo Senado e voltando às atividades parlamentares, poderia voltar a ocupar o posto da Presidência do partido, mas o PSDB definiu conjuntamente que essa não era uma boa opção. Em plena mira de acusações da Operação Lava Jato, colocá-lo no comando do partido oficialmente seria aumentar o desgaste para todos os tucanos.
 
Entretanto, Tasso mostrou que gostou de permanecer na cadeira. E decidiu disputar a Presidência da sigla novamente, mas desta vez não na condição de interino. Contra ele, aparecem figuras como Marconi Perillo, governador de Goiás, e até possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
 
Ambos fazem parte de frentes distintas do PSDB. Tasso, por exemplo, tem o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É do lado de FHC e de Tasso Jereissati que estão os tucanos que defendem o rompimento definitivo do partido com Michel Temer. Enquanto Aécio, responsável por boa parte das nomeações tucanas do governo atual, não quer a ruptura brusca. 
 
É nessa linha que Aloysio Nunes, ministro de Relações Exteriores, elogiou a decisão de Aécio como "legítima estatutariamente e correta do ponto de vista político". Aloysio também defendeu o novo interino, Alberto Goldman:
 
"Goldman é um dos melhores políticos do nosso país e saberá conduzir o partido nessas semanas que nos separam da convenção nacional com equanimidade e prudência, assegurando igualdade de condições na disputa pela presidência efetiva", manifestou-se publicamente.
 
Mas a justificativa oficial de Aécio para a retirada de Tasso da atual Presidência da sigla foi de que manter "isonomia" na disputa que virá em dezembro, durante a convenção nacional.
 
O evento é data chave para várias definições: além de apontar o presidente da sigla, que caminha para ou Geraldo Alckmin, Tasso Jereissati (CE) ou Marconi Perillo (GO), o partido deve articular o candidato ao Planalto. 
 
Tasso disse ter ficado surpreendido pelo gesto de Aécio, acusando-o de atuar sem pensar no coletivo do partido. "Aécio está tão respaldado pelo estatuto partidário para designar Goldman para a presidência interina do partido quanto estava quando apontou Tasso para essa mesma função", disse Aloysio, saindo em defesa do mineiro.
 
Outra forte frente do PSDB que deve tentar levar nomes para 2018, a ala de Geraldo Alckmin tampouco gostou da atitude do presidente licenciado da sigla. Já anunciado o interesse em disputar a Presidência da República, Alckmin mantem bom trânsito com Tasso. 
 
Lembrando que a presidência do partido é estratégico para viabilizar sua candidatura ao Planalto, Alckmin saiu em defesa de Tasso. Afirmou, em nota oficial, que não foi consultado da decisão e que "se fosse, teria sido contra, porque não contribui para a união do partido".
 
Outros nomes de peso, como o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, e o prefeito de São Paulo, João Doria, endossaram a defesa de Aécio: "Dadas as circunstâncias, parece justa", pontuou Doria. "Goldman tem enorme experiência política, é duro de queda, não vai ter conversa, vai seguir as regras e vamos fazer uma boa convenção. Não pode ser no grito", disse Aníbal.

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