Professores da Argentina param por 24 horas após violência policial durante protesto em Buenos Aires

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Os professores da província de Buenos Aires, que não inclui a capital, já estão paralisados há meses por conta do impasse na negociação salarial

Do Opera Mundi

A polícia da Argentina encerrou no domingo (9) uma manifestação de professores que acontecia na frente do Congresso, em Buenos Aires, em uma ação que terminou com vários detidos e gerou fortes críticas pela suposta violência aplicada. Em decorrência da violência policial, os professores decidiram que farão uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (11/4).

Pouco depois do meio-dia, um grupo de professores tentou instalar uma tenda branca na praça onde está localizado o Parlamento argentino – uma “escola pública itinerante”. Segundo o vice-prefeito da cidade, Diego Santilli, isso foi feito “sem a permissão formal” do governo, o que levou à remoção.

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Em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Télam, os policiais presentes no local "sugeriram a retirada" da estrutura. Vídeos publicados em redes sociais e em emissoras de TVs locais mostram o confronto entre os agentes e manifestantes, que acusam os policiais de terem lançado gás de pimenta quando no início do desalojamento.

Pelo Twitter, o defensor público da Grande Buenos Aires, Alejandro Amor, disse que dois professores foram detidos, "feridos pelas ações repressivas das forças de segurança", mas que já foram libertados.

Além disso, diversos grupos de esquerda e sindicatos criticaram a ação da polícia. "Em um país onde o Governo e a polícia agridem os professores é um país sem futuro. Não podem lançar gás de pimenta e reprimir desta maneira. Não é assim que se constrói a pátria", afirmou, em frente ao Congresso, o secretário geral do Sindicato Unificado dos Trabalhadores da Educação da Província de Buenos Aires, Roberto Baradel. 

Paralisação

A chefe da Confederação de Trabalhadores da Educação (Ctera), Sonia Alesso, convocou uma paralisação nacional de 24 horas por conta da repressão policial. A União dos Docentes Argentinos (UDA) se juntou à convocação e seus filiados também devem parar nesta terça.

Os professores da província de Buenos Aires, que não inclui a capital, já estão paralisados há meses por conta do impasse na negociação salarial.

“Definimos uma paralisação de 24 horas para amanhã contra a repressão; não se toca nos professores, isso não é uma guerra, há que se cumprir com as leis”, afirmou Alesso em uma entrevista coletiva de imprensa, de acordo com a Télam.

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