Cúpula do G20 começa em Hamburgo com novos protestos e repressão policial

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Hamburgo deve receber nas próximas horas mais de 50 mil manifestantes vindos de vários lugares da Europa para marcar a oposição popular à cúpula do G20 e às políticas das potências mundiais

Do Opera Mundi

A cúpula do G20, que reúne na cidade alemã de Hamburgo os líderes das 19 principais economias do mundo mais a União Europeia, começou nesta sexta-feira (7) com uma reunião centrada no terrorismo e na controvérsia sobre o combate ao aquecimento global, enquanto nas ruas houve novos protestos com repressão policial e confrontos entre policiais e manifestantes.

Há relatos de cerca de 100 feridos entre os manifestantes e 150 entre os policiais até o momento, segundo a imprensa internacional. As autoridades locais, porém, afirmam ainda não ser possível divulgar uma estimativa total do número de feridos.

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Hamburgo deve receber nas próximas horas mais de 50 mil manifestantes vindos de vários lugares da Europa para marcar a oposição popular à cúpula do G20 e às políticas das potências mundiais.

 

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Ontem, às vésperas da abertura do encontro, manifestantes responderam à repressão policial e os confrontos deixaram pelo menos 111 agentes feridos e 10 a 20 civis foram presos. Os organizadores dos protestos não informaram o número exato de manifestantes feridos. Nesta manhã, na abertura da cúpula, a polícia usou canhões de água para dispersar um grupo de manifestantes no lago Outer Alster, perto de onde os líderes do G20 estão.

Embora as autoridades alemãs tenham preparado um dispositivo com 19 mil agentes para conter os protestos e lidar com eventuais ameaças terroristas nos dois dias de cúpula, a polícia local pediu nesta sexta-feira (07/07) mais reforços para as autoridades de cidades e estados vizinhos. Cerca de 200 agentes de Schleswig-Holstein, outros 200 de Baden Wuerttenberg e até um contingente de Berlim serão enviados para ajudar a cidade sede do G20.

Terrorismo, livre comércio e mudanças climáticas

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anfitriã da reunião, recebeu os seus convidados no recinto semanal da cidade portuária, tomado pela polícia para garantir a segurança das delegações.

Após a "retirada" dos governantes para discutir o combate ao terrorismo, chegarão até a mesa de negociações os dois assuntos mais espinhosos da cúpula, pela falta de consenso com os Estados Unidos: o livre comércio e a luta contra o aquecimento global.

Merkel se reuniu ontem com o presidente norte-americano, Donald Trump, tentando abrir o caminho para um acordo, ainda que as delegações reconheçam que as equipes de negociação seguirão trabalhando até o último momento.

Paralelamente às sessões plenárias, Hamburgo será hoje palco da esperada primeira reunião entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.

"Estou ansioso para reuniões durante todo o de hoje com líderes mundiais, incluindo o meu encontro com Vladimir Putin. Temos muito o que discutir", disse Trump, em sua conta no Twitter.

Ele também tem em sua agenda uma primeira reunião bilateral com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que cancelou uma visita à Casa Branca no início do ano, por conta da questão do muro que Donald Trump pretende construir na fronteira entre os dois países.

 

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