Governo Macri: Argentina enfrenta a pior taxa de inflação em 25 anos

Internacional
Typography

 

Poder de compra dos trabalhadores da Argentina diminuiu desde início do governo Macri, diz estudo

Do Opera Mundi

Um relatório do Centro de Estudos Econômicos Sociais Scalabrini Ortiz (CESO)  constatou que o poder de compra dos trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais argentinos diminuiu desde a chegada de Mauricio Macri à presidência da Argentina.  

 

O documento, divulgado nesta sexta-feira (09), apontou que as atualizações e bônus recebidos desde novembro de 2015 não foram capazes de acompanhar a alta dos preços. O estudo comparou a evolução do salário mínimo, da aposentadoria mínima e do beneficio social Asignación Universal por Hijo (AUH) com valor teórico que eles teriam se tivessem acompanhado, na mesma proporção, o Índice de Preços de Consumo (IPC) da cidade de Buenos Aires, indicador utilizado como base do cálculo da inflação no país.

Leia mais:

Professores colombianos continuam em greve por melhorias na educação

May confirma governo com DUP e foco em Brexit para dar "segurança" ao Reino Unido

PUBLICIDADE

Que se vayan todos!

 

Os resultados apontam que a perda acumulada dos trabalhadores foi de 10.341 pesos (equivalente a R$2.159,00), cerca de um salário mínimo mensal acrescidos de 20%. Para os aposentados, a perda foi de 8.352 pesos (equilvalente a R$1.743,90) acumulados desde novembro de 2015, e os beneficiários do AUH acumularam 287 pesos (equivalente a R$59,90) negativos. 

Macri chegou à presidência com propostas neoliberais, prometendo reduzir à inflação do país para 25%. Porém, o país enfrenta o pior índice em 25 anos, chegando a marcar 41% em 2016. Em fevereiro, a taxa registrou um aumento de 2,5%, somando mais de 25% em 12 meses, segundo dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos).

Além disso, um estudo do Observatório da Dívida Social Argentina da Universidad Católica Argentina (UCA), divulgado em março de 2017, indicou que a pobreza no país cresceu 3,9 pontos percentuais no terceiro trimestre de 2016 em relação ao final de 2015, afetando 13 milhões de pessoas devido à precariedade do mercado de trabalho e a falta de políticas de desenvolvimento.

Em abril, uma greve geral que durou 24 horas foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) da Argentina e mobilizou algumas das principais cidades do país contra as políticas econômicas do governo Macri. 

Artigos Relacionados

Lenin Moreno racha Alianza PAIS Lenin Moreno racha Alianza PAIS
INTERNACIONAL Diálogo do novo governo com a antiga oposição gera dúvidas sobre os rumos da...
Trump quer enviar astronautas americanos à Lua e a Marte Trump quer enviar astronautas americanos à Lua e a Marte
NOVA CORRIDA ESPECIAL Presidente americano lança nova diretriz do programa espacial dos EUA,...
Premiê do Iraque anuncia Premiê do Iraque anuncia "fim da guerra" contra o grupo Daesh
ORIENTE MÉDIO Guerra na região já durava três anos; segundo al-Abadi, forças do governo "...

Leia mais

Correio Caros Amigos

 
powered by moosend
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade