TRAGÉDIA DE MARIANA Ministério Público entra com ação para que mineradora seja obrigada a tomar providência, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)


Promotores afirmam, em ação na Justiça, que diques de contenção construídos pela mineradora são precários e insuficentes

Da Redação

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) entrou com ação civil pública para que a Justiça obrigue a mineradora Samarco a conter, em um prazo de cinco dias, o vazamento de lama que ocorre há cinco meses, desde 5 de novembro do ano passado, quando ocorreu o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). O pedido de liminar foi feito na 2ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Belo Horizonte. Os promotores também pedem multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento.

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Segundo o MP, os diques de contenção construídos pela empresa são precários, desobedecem as especificações técnicas e não têm capacidade para reter e filtrar os dejetos. Este ano, de acordo os promotores, um volume de 5 milhões de metros cúbicos de lama desceu para a Bacia do Rio Doce, já bastante afetado pelo desastre. A Samarco, por sua vez, considera que os resultados têm sido bons.

O rompimento destruiu o distrito de Bento Rodrigues. Dezenove pessoas morreram e centenas ficaram desabrigadas. O mar de lama atravessou o Rio Doce, comprometendo a qualidade da água, matando peixes e causando prejuízo a várias cidades e comunidades pelo caminho, até chegar ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo.

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