Enquanto economia afunda, Itaú eleva lucros a R$ 6 bilhões

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Enquanto a economia brasileira afunda e o setor produtivo definha, o financismo vai muito bem e isso diz muito sobre o País

Do Portal Vermelho

O valor é 19,64% maior que o registrado no mesmo período de 2016 (R$ 5,162 bilhões). Em comparação com o 4º trimestre de 2016, quando o lucro foi de R$ 5,817 bilhões, houve alta de 6,17%. 

Mas, se o financismo prospera, engordando o bolso de poucos privilegiados, o setor produtivo enfrenta dificuldades, fazendo com que trabalhadores percam seus empregos e atrasando a retomada do crescimento. 

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A comparação entre o rentismo e o setor produtivo explicita o equívoco da política monetária praticada pelo Banco Central até então. Apesar das recentes reduções na taxa básica de juros, ela continua a ser uma das mais altas do mundo. E isso tem significado ampliar o lucro do rentismo, esmagar a indústria e o setor de serviços, provocando desemprego, queda na renda e na atividade. 

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A Selic em partamares tão altos inibe o investimento no setor produtivo, pois canaliza os recursos para o mercado financeiro, no qual os lucros, afinal, compensam. 

Vale lembrar ainda que o atual presdiente do banco Central, Ilan Goldfajn, era, até bem pouco tempo, economista-chefe do Itaú. E que, em abril, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o banco não precisa pagar impostos no processo de fusão com o Unibanco. Isso significou uma derrota de R$ 25 bilhões para a Receita Federal. A cobrança era o processo com maior valor que tramitava no Conselho. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pretende recorrer da decisão.

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