Estudo aponta aumento de assassinatos de defensores de direitos humanos

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Uma campanha global com o nome “Coragem” também foi lançada nesta segunda-feira (15) para pedir uma basta ao número crescente de ataques a pessoas que lutam por justiça social

Por Fabiana Sampaio
Da Radioagência Nacional

Em 2016, 281 defensores de direitos humanos foram mortos em pelo menos 22 países. Os dados são da organização não-governamental Front Line Defenders e fazem parte de estudo divulgado nesta segunda-feira (15) pela Anistia Internacional. Em 2015, esse número foi de 156.

De acordo com o documento, os perigos enfrentados pelos defensores de direitos humanos chegou a um nível sem precedentes. Uma campanha global com o nome “Coragem” também foi lançada nesta segunda-feira (15) para pedir uma basta ao número crescente de ataques a pessoas que lutam por justiça social.

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Mais de 75% das mortes em 2016 ocorreram no continente americano. Quase a metade desses defensores lutava por direitos relacionados às questões da terra, ambientais e indígenas.

Somente em janeiro deste ano, dez defensores de direitos humanos foram mortos na Colômbia.

Lideranças comunitárias, advogados, jornalistas são as principais vítimas da violência, mas a lista é extensa e engloba outros ativistas.

O documento cita o caso de uma prostituta, moradora do Rio de Janeiro, que denunciou assédios, estupros e extorsão policial contra colegas de profissão, em 2014.

Semanas depois, ela foi sequestrada, ferida, ameaçada para que parasse de falar com jornalistas e de denunciar policiais.

Depois do episódio, não foram feitas mais denúncias e a carioca passou a temer pela segurança da família.

De acordo com a pesquisadora da Anistia Internacional, Ariadna Tovar, uma das coordenadoras da pesquisa, a censura aos defensores na América Latina e a impunidade são os principais motivos para esse recorde de violações.

De acordo com o secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, governos autoritários e populistas também estão oprimindo aqueles que lutam contra injustiças.

No último levantamento do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, no início do mês, o governo brasileiro recebeu centenas de recomendações para garantir a proteção dos defensores que atuam no Brasil.

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