Estudantes desocupam Câmara Municipal de São Paulo

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Os manifestantes relatam que deixaram a Casa após um endurecimento maior do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), em relação à entrada de alimentos

Da Rede Brasil Atual 

Após entrar no terceiro dia de ocupação, estudantes e integrantes de movimentos sociais deixaram nesta sexta-feira (11) o plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Com gritos de "Doria, entenda: SP não está à venda", eles anunciaram que a proposta de plebiscito para discutir o pacote de privatizações da atual gestão entrará na pauta e novas audiências públicas serão realizadas.

Os manifestantes relatam que deixaram a Casa após um endurecimento maior do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), em relação à entrada de alimentos. Nas oito primeiras horas da ocupação, o vereador não havia permitido a entrada de comida no local.

Nesta quinta-feira (10), juiz Alberto Alonso Muñoz, da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, ordenou a reintegração de posse da Câmara Municipal paulistana, em um prazo máximo de cinco dias.

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Durante a desocupação, a vereadora Juliana Cardoso (PT) foi agredida por policiais. Ela tentou entrar no plenário junto com outros parlamentares. "Não consegui entrar, mas os homens conseguiram. Eu me recusei a sair do plenário, porque estou no meu local de trabalho. Eles me pegaram e me arrastaram. Daí vieram outros policiais para me retirar do plenário", relata, em entrevista ao Jornalistas Livres.

Além dela, outras vereadoras contam terem sido ameaçadas, mas por membros da Câmara. "Nós tivemos ameaça de exoneração, perda de mandato. Todos os dias fomos ameaçadas. Eles acham que estão intimidando a gente, mas não estão", aponta Isa Penna, vereadora suplente do Psol. "É só um estopim do cotidiano nos corredores e plenário da Câmara. O tratamento às mulheres é sempre diferenciado aqui dentro", completa a vereadora Sâmia Bomfim (Psol). 

Na saída, os estudantes anunciaram que continuarão nas ruas, já que "a Casa legislativa e o Executivo não abrem espaço para o diálogo". Na próxima quinta-feira (17), uma manifestação está marcada para continuar a resistência contra o pacote de privatizações da gestão Doria e pela revogação das restrições ao passe livre estudantil.

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