Brasil é o País mais perigoso do mundo para ativistas ambientais e rurais, aponta estudo

Cotidiano
Typography

 

Comissão Pastoral da Terra culpa "avanço agressivo" de empresas
 
Do Opera Mundi
 
Um estudo publicado nesta quinta-feira (13) pela ONG Global Witness apontou que o Brasil é o país mais perigoso do mundo quando se trata de questões agrárias. Segundo dados publicados pela organização, 49 pessoas que defendiam causas ambientais e rurais foram assassinadas em 2016.
 

A ONG ainda afirma que a indústria madeireira estaria ligada a 16 assassinatos, enquanto que grandes proprietários de terra seriam responsáveis por inúmeras mortes na Amazônia. Para a Global Witness, “o Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensores e defensoras do meio ambiente e da terra”.

Com relação a políticas ambientais e proteção aos ativistas, a organização afirma que, “apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais” e destaca medidas negativas tomadas por Michel Temer que “quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos”. 

Leia mais:

Você samba de que lado?

Por que a reforma trabalhista é inconstitucional?

O apito da panela de pressão

PUBLICIDADE

Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT) os assassinatos podem ser atribuídos ao “ao avanço agressivo, com respaldo estatal, de projetos empresariais - incluindo agronegócios, mineradoras e empresas de energia - sobre as terras de comunidades indígenas e tradicionais, assim como de pequenos agricultores, os quais têm organizado uma crescente resistência coletiva para enfrentar o problema”.

Ainda de acordo com a CPT, “as raízes do conflito encontram-se na história do colonialismo e da escravidão no Brasil, e o fato de o governo nunca ter resolvido os problemas estruturais do setor agrário”. Segundo dados da Comissão, o número de assassinatos por conflitos no campo em 2016 no Brasil foi o maior em 13 anos e desde janeiro de 2017, 46 pessoas foram mortas devido a conflitos de terra. 

América Latina

O estudo realizado pela Global Witness também menciona casos de assassinatos por questões ambientais e rurais na América Latina. Em 2016, o número de ativistas mortos na Colômbia chegou a 37 e em Honduras, a 14.

A Nicarágua registrou 11 assassinatos de defensores ambientais em 2016. A Guatemala contabilizou seis mortos, seguida por México com três e Peru com dois.

Artigos Relacionados

Funcionários da Eletrobras denunciam contradições na tentativa de privatização Funcionários da Eletrobras denunciam contradições na tentativa de privatização
DENÚNCIA A Associação dos Empregados de Furnas, de trabalhadores ligados à Eletrobras, lan...
Gestão Doria não pretende incentivar parto normal nas maternidades paulistanas Gestão Doria não pretende incentivar parto normal nas maternidades paulistanas
ANACRÔNICO Proposta de plano plurianual do tucano mantém taxas de cesariana bem acima do que...
"Há elementos para cassar concessão da Globo", diz Damous
CORRUPÇÃO Para deputado, ao corromper cartolas para se tornar monopolista no futebol, a "...

Leia mais

Correio Caros Amigos

 
powered by moosend
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
×
CORREIO CAROS AMIGOS
powered by moosend