“Vamos recorrer às Cortes Internacionais”, diz deputada sobre condenação de Lula

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"Moro escolheu dia em q CCJ inicia debate sobre denúncia de corrupção contra Temer para condenar Lula sem provas! Desfaçatez",  disse a deputada Maria do Rosário (PT)

Do Brasil de Fato

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, a nove anos e seis meses, gerou imediatamente reações negativas no Congresso. 

“Vamos recorrer dessa condenação farsesca de Moro contra Lula às Cortes Internacionais. Lula é perseguido político por liderar pesquisas. Condenação de Lula é eminentemente política e tem o único objetivo de torná-lo inelegível. É o golpe dentro do golpe”, escreveu nas redes a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). 

ErikaKokay

Wadih Damous, deputado federal (PT-RJ) e ex-presidente da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se posicionou, em transmissão ao vivo no Facebook, criticamente em relação à sentença de Moro: “Se estivéssemos vivendo em um tempo de normalidade, em um Estado Democrático de Direito, o processo sequer chegaria a esse momento final e teria sido arquivado. Sem ler a sentença, posso afirmar que se trata de uma peça jurídica imprestável. Não há provas que incriminem o ex-presidente Lula. Ao contrário, quem fez prova de inocência, sem obrigação de fazê-lo, foi a defesa”.

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"Moro escolheu dia em q CCJ inicia debate sobre denúncia de corrupção contra Temer para condenar Lula sem provas! Desfaçatez",  disse a deputada Maria do Rosário (PT)

Rosário

Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também em transmissão no Facebook, afirmou que “esse pessoal da Lava Jato sempre atuou em cima do timing político. Eles condenam agora para dar tempo de tirar Lula do jogo [eleitoral]. Tem que ter reação nossa, tem que ter mobilização! É a continuidade do golpe! Eles sabem que Lula não para de crescer, porque estão destruindo o Brasil”, criticou o senador lembrando que o ex-presidente só se torna inabilitado após confirmação da condenação em segunda instância. 

Os oponentes do petista, por sua vez, comemoram a decisão.

“Justiça sendo feita contra um criminoso que tantos prejuízos trouxe ao Brasil com seu projeto de poder”, escreveu o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) em seu Twitter.

Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP),  filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), relacionou a sentença com a aprovação do desmonte da legislação laboral: “Reforma Trabalhista aprovada + condenação Lula = volta da confiança no Brasil”. 

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