dilma aecioAgência brasilFRACASSO DA POLÍTICA "A organização política brasileira está doente. Não consegue mais produzir líderes e lideranças, tendo que se acochambrar com estrelas meteóricas, que efetivamente não emplacam ao longo do tempo. Isso é sinal do fracasso da política no Brasil ou em toda parte?". Por Ciro Marcondes Filho (Foto: Agência Brasil)

Em encontro nacional, camponeses colombianos cobram criação de Zonas de Reserva

Por Vitor Taveira

Em Havana, a portas fechadas, dez delegados do governo colombiano se sentam à mesa para negociar, olho no olho, com dez delegados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no Palácio de Convenções da capital cubana. Atualmente se discute um dos temas mais importantes e delicados dos diálogos de paz que acabam de completar dois anos: as vítimas do conflito. Ironicamente, enquanto se
negocia a paz em Cuba, a guerra continua na Colômbia, fazendo ainda mais vítimas.

Paralelamente, em Tibú, município da região de Catatumbo, Norte da Colômbia, o panorama é diferente. São milhares os camponeses e camponesas que chegam, vindos de várias partes do país, acomodando-se em redes ou barracas e se alimentando nas cozinhas improvisadas na quadra de esportes. Sem o olhar da mídia internacional e nem mesmo da mídia nacional, estima-se que cerca de 8 mil camponeses compareceram nos dias 19 e 20 de setembro para o IV Encontro Nacional de Zonas de Reserva Camponesa.

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Ave Donato!

Por Alexandre Matias

Fui para o Rio de Janeiro meio no susto no mês passado e da mesma forma fiquei sabendo que o mítico
Beco das Garrafas estava voltando a funcionar como casa de shows. Uma viela sem saída que corta a Rua Duvivier, em Copacabana, logo no início, o Beco atingiu o status legendário ao funcionar como casa das máquinas da cena musical carioca que viu nascer a bossa nova.

Influenciados pelo jazz norte-americano, instrumentistas, compositores e intérpretes se revezavam nos minúsculos palcos de bares chamados Bottle’s, Baccará, Ma Griffe e Little Club para a ira dos vizinhos, que não suportavam as jam sessions que varavam as madrugadas e saudavam os músicos com garrafas jogadas
do alto. Foi Sergio Mendes quem batizou a viela de “Beco das Garrafadas”, que na versão que pegou ficou apenas com as garrafas.

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A estética dos escravocatas

Por Marcos Bagno

Nunca me esqueço desse episódio porque ele foi a comprovação viva das teses enunciadas pelos linguistas, sociólogos e antropólogos sobre as relações de poder na sociedade. Ao mesmo tempo em que, naquelas salas de aula ocupadas em grande maioria por pessoas originárias de classes sociais pobres, moradoras da periferia, eu recebia elogios e agradecimentos precisamente por fazer a defesa da fala das comunidades mais oprimidas, também me vi enxovalhado no corredor por uma típica representante da burguesia paulistana, branca e entranhadamente reacionária.

Nessas últimas eleições, o ódio assumido e vociferado pelos representantes dessa mesma categoria social, em todo o Brasil, contra Dilma Rousseff e o PT é mais uma demonstração da incapacidade dessas pessoas de se livrar do gene escravocrata que existe muito arraigado em seu DNA social. A própria expressão desse ódio, o “Fora Dilma”, é eloquente: no lugar de fazer a defesa de outro projeto político, de qualquer matiz ideológico que fosse, o único objetivo, o único desejo era tirar o PT do poder. E a presença dos adesivos com esses dizeres em carros luxuosos não deixava nenhuma dúvida sobre quem manifestava aquele ódio-desejo.

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Perfil de Luiz Fogaça Balboni (Zizo): Memórias de resistência

Por Lilian Primi

Aldo Balboni voltou para casa apreensivo com o irmão que não aparecera. Tinha participado da reunião
que rachou a Ala Vermelha do PC do B, organização em que os dois militavam. Na época também achava que as coisas estavam devagar, que era preciso agir. Concordou com o irmão, mas não o seguiu. Luiz, o Zizo,
como eles gostavam de chamá-lo, se juntou ao grupo de Carlos Marighella, a Ação Libertadora Nacional (ALN), que estava organizando uma resistência armada ao golpe de 1964. O objetivo era devolver o País à democracia por meio de ações militares. Zizo deixou o apartamento onde vivia com Aldo e outro irmão, Vidal, e entrou para a clandestinidade. Desde então só conseguia ver o irmão quando ele marcava um “ponto”. E essa era a primeira vez que Zizo faltava.

O dia era 25 de setembro de 1969. Manoel Cyrillo correu para a alameda Campinas, onde estava o Corcel que serviria para a ação de logo mais. A ideia era fazer uma ocupação e uma expropriação na área bancária da Alfonso Bovero, no alto do Sumaré, em São Paulo. Isso já havia sido feito antes. Eles invadiam as agências em pleno expediente, expropriavam o dinheiro dos caixas e distribuíam panfletos, faziam discursos. Manoel era membro do Grupo Tático Armado (GTA) e ao seu lado estava Luiz Fogaça Balboni, o Zizo, que participava pela primeira vez de uma ação pela ALN. Ao entrarem no Corcel, Manoel viu um rapaz sentado na mureta da calçada levantar a camiseta e tirar um revólver da cintura. “É uma emboscada!”, avisou Manoel. Os dois saíram correndo do carro e no mesmo instante começou uma saraivada de balas, que passavam zunindo, vindas de todo lado. Quase na esquina com a Pamplona, Manoel ouviu o chamarem pelo seu nome de guerra: Benê, Benê! “Quando olhei pra trás, vi o peito dele todo ensanguentado. Voltei, apoiei o braço dele no meu
ombro e carreguei até ele desfalecer. Ele caiu a 10 metros, ou menos, da esquina da Pamplona. Achei que estava morto. Invadi, armado, o primeiro carro que passou, de um casal, e fui forçando a passagem, mas fiquei entalado. Peguei outro, de uma senhora, que com o susto pulou para o banco do passageiro. Fui embora levando ela”, conta Manoel.

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Oficina de poesia

Por Sérgio Vaz

“O que é poesia?” O menino me perguntou na escola.

“Poesia é a forma diferente de olhar as coisas.” Respondo, mas sem saber bem se essa é a resposta.

Peguei um copo com água e perguntei:

” O que tem em minhas mãos?”

“Água.” Todos responderam.

Perguntei de novo:

” O que tem nas minhas mãos?”

“Água.”

Perguntei mais uma vez, só que desta vez alguém lá no fundo, alguém disse:

“Mar.”

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Campanha "Energia para a vida!"

Por Frei Betto

Entre 7 e 10 de agosto, realizou-se, em Brasília, o Fórum Social Temático Energia para quê, para quem e como? 

Entidades e movimentos pastorais e sociais presentes debateram a política energética brasileira que irá prever a demanda de energia e promover iniciativas que garantam a produção necessária para todas as regiões do País.

Atualmente temos uma caixa preta: os planos de expansão são decididos por poucas pessoas, integrantes
do Conselho Nacional de Política Energética. 

Deveriam fazer parte deste conselho dois representantes da sociedade civil, mas há tempo essas cadeiras estão vazias. Permanecem apenas funcionários do governo federal, sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia. Composição que deixa no ar a seguinte questão: quem é consultado no processo de tomada de decisões?

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