Ideias de Botequim

MARX CONTRA O SOCIALISMO ESTATAL

Por Renato Pompeu

Finalmente sai em português, pela Boitempo Editorial e em bem cuidada tradução, a partir do original em alemão, de Rubens Enderle, a Crítica ao Programa de Gotha, de Karl Marx, texto escrito em 1875. Gotha é uma cidade alemã e nela havia sido realizado, naquele ano, o encontro que oficializou a fusão entre a Associação Geral dos Trabalhado- res Alemães, liderada por Ferdinand Lassalle, e o Partido Social-Democrata dos Trabalhadores, liderado por Wilhelm Liebknecht e August Bebel, dois dirigentes bastante próximos de Marx. O programa que saiu dessa reunião favorecia mais as teses de Lassalle e Marx criticou com tal contundência as teses lassallistas que seu texto só foi publicado em 1891, bem depois de sua morte.


Leia a coluna completa na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

GUERRA: E ONDE HÁ PAZ?

Reflexões em torno da obra Guerra e Paz de Candido Portinari.

Por Gershon Knispel

A exposição Guerra e Paz que devolveu ao país, temporariamente, os dois gigantescos painéis (14 m de altura por 10 m de largura aproximadamente), depois da restauração em 2011, possibilita a avaliação das obras, colocando-as na prova do tempo. Os painéis de Portinari foram doados pelo governo brasileiro para o hall de entrada da Assembleia Geral da ONU, nos anos 1950.

Leia o artigo completo na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

Entrevista Edi Rock

“O que a gente faz é música negra”

Por Gabriela Moncau

"Dominado pelo tempo alienado pelo sistema Mas aí eu tô de volta na rota do problema Sem pena, sem dó de quem fode o povo Favela, fundão, periferia, o morro De novo eu tô aqui, se precisar eu assino Um 12 pelo tráfico de informação que eu te ensino"

Correria, Edi Rock

Ele chegou inspirado. Entrou no estúdio com uma ideia que já estava matutando desde a manhã, uma abertura para uma das músicas do seu novo CD Contra noiz ninguém será, que promete sair em abril. Boné preto de lado, escondendo o suor provocado pelo verão paulistano, que refrescava bebericando com um canudo um copinho de gelo e líquido transparente. “Experimenta essa aí Cuca, vai ficar lôco”, falou para o produtor, que organizava as camadas das faixas testando o áudio sugerido com uma batida de reggae no estúdio da recém inaugurada gravadora Baguá.

Leia a entrevista completa na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

A vida que começa atrás das grades

Por Eliane Parmezani

Ivone passa a noite em claro, não porque está doente ou por qualquer outro motivo que atrapalhe o seu conforto. Pelo contrário. Os olhos estão vidrados no filho Rafael, de 5 anos de idade, que dorme abraçado ao caçula, Lucas, com apenas 2 meses de vida. O olhar atento de Ivone vigia qualquer movimento do filho mais velho que possa machucar o menor. Qualquer mãe pensaria que, naquela noite, para conseguir dormir, bastaria que Ivone colo- casse o bebê no berço e o mais velho na cama, assim poderia descansar tranquila. Para qualquer mãe esta seria uma situação típica em uma noite típica. Não para Ivone.

Leia a reportagem completa na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

IMPRENSA CAROS AMIGOS: 15 ANOS DE JORNALISMO CRÍTICO

ANO I = ABR/1997 – MAR/1998

A Caros Amigos nasceu em abril de 1997. Entrevistas explosivas, reportagens contundentes e artigos de uma talentosa equipe de colaboradores compunham a receita editorial da revista recém-chegada às bancas. O lançamento foi um processo complicado, afinal era o auge do neoliberalismo brasileiro. Apesar do aparente consenso geral conservador, algumas vozes dissonantes se reuniam para elaborar um projeto de jornalismo crítico, voltado para as questões sociais e que despertasse a reflexão de seus leitores. Depois de 15 anos, enfrentando todas as dificuldades de se manter um projeto de jornalismo independente, a Caros Amigos segue firme, viva, combativa, e se mantém como uma referência na imprensa brasileira. A Caros Amigos se destacou pelas suas entrevistas explosivas. Na estreia, o jornalista esportivo Juca Kfouri. Ao longo do ano, a revista entrevistou personalidades importantes, entre elas Caco Barcellos, Leonardo Boff, João Pedro Stedile, Mano Brow e Dom Pedro Casaldáliga. O leitor também conferiu reportagens interessantes, como uma sobre a discussão da bissexualidade, uma avaliação sobre como os jovens enxergavam o uso da camisinha, um texto revelador sobre as mulheres islâmicas, além de reportagens sobre a questão agrária, debatendo temas como grilagem e a chegada do HIV em áreas rurais.

ANO II = ABR/1998 – MAR/1999

Mais conhecida e com mais credibilidade, a revista Caros Amigos continuou a oferecer um material de boa qualidade para seus leitores. A capa comemorativa do primeiro aniversário foi ilustrada pelo bebê Gabriel, que, assim como a revista, tinha apenas 12 meses de vida. O leitor também recebeu de presente um encarte com um conto inédito de Luis Fernando Verissimo. Nos meses seguintes, entrevistas esclarecedoras com Milton Santos, José Trajano, Aloysio Biondi, Chico Buarque e Roberto Mangabeira Unger. Aos poucos, as reportagens foram aparecendo mais, como uma matéria sobre os povos quilombolas, a questão das drogas, além de textos sobre eutanásia e sobre a região de Chiapas, no México. Devido à eleição presidencial de 1998, a Caros Amigos promoveu um debate entre os dois principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso (FHC), que responderam questões enviadas pelos leitores.

ANO III = ABR/1999 – MAR/2000

A capa do segundo aniversário trouxe novamente o bebê Gabriel e um encarte especial com poemas inéditos de Manoel de Barros. As principais entrevistas foram com o ator Pedro Cardoso, Marilena Chauí, Noam Chomsky, Tom Zé, Dráuzio Varela e os cantores Lobão e Zeca Baleiro. Também foi publicada uma entrevista inédita com Carlos Drummond de Andrade, realizada em 1984, mas nunca publicada. Uma parceria com o jornal internacional Le Monde Diplomatique, trouxe para o leitor o pensamento político do subcomandante Marcos, líder dos zapatistas. Em agosto, foi publicado uma reportagem especial, intitulada “Terror no Paraná”, denunciando a violência estatal contra militantes sem terra no sul do país. Para debater educação, uma matéria sobre os cursinhos populares.

ANO IV = ABR/2000 – MAR/2001

Na comemoração do terceiro aniversário, o Gabriel estava presente mais uma vez, porém, um furo jornalístico recebeu o destaque principal: a mídia hegemônica se uniu para esconder o filho de FHC com uma jornalista da Rede Globo. Uma grande reportagem da Caros Amigos. Durante o ano, outros temas foram abordados pelas reportagens, como um relato sobre a vida na periferia de São Paulo e a descrição da violência policial nos morros do Rio de Janeiro. Entre os entrevistados, Paulo César Pereio, Ferreira Gullar, Lula da Silva, Marilene Felinto e Augusto Boal. Porém, o ano teve seus momentos tristes. Em setembro, a Caros Amigos se despediu do colaborador Aloysio Biondi com a publicação de seu último texto. Também foi homenageado o jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura.

ANO V = ABR/2001 – MAR/2002

O leitor que estava acostumado a encontrar um bebê nas capas de aniversário surpreendeu-se ao deparar com o garoto Gabriel. Assim como a Caros Amigos, ele cresceu rapidamente. Comemorando o 4o aniversário, a revista atingiu uma carteira de assinantes de 10 mil leitores e cerca de 20 mil exemplares vendidos em bancas de jornal. A fórmula para esse sucesso ainda era a mesma da primeira edição; apresentar um material de boa qualidade para o leitor. Angeli, Aldo Rebelo, Aziz Ab’Saber, Antônio Abujamra, Octavio Ianni e Henfil foram os principais nomes entre os entrevistados. Em 2001, a conjuntura internacional foi alterada e, como não podia ser diferente, virou debate na Caros Amigos. Após os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, a revista publicou uma reportagem especial sobre o tema, com textos e opiniões da maioria dos colaboradores.

ANO VI = ABR/2002 – MAR/2003

Na capa de aniversário, Gabriel exibia seus 5 anos. Logo no início do ano, uma reportagem especial sobre o conflito entre Israel e Palestina, com muitos artigos e um ensaio fotográfico. Os ensaios acompanharam a revista desde o princípio, porém, agora, as imagens dialogavam com os textos, como também foi possível ver na reportagem sobre o trabalho escravo no Pará. Outras reportagens tratavam da indignação da juventude, cotas para negros nas universidades e sobre o setorial de educação do MST. A Caros Amigos também publicou uma seção avaliando os primeiros anos do Governo Lula, com textos de colaboradores. Mantendo sua principal marca, foram feitas entrevistas com Celso Furtado, Fábio Konder Comparato, Hebe de Bonafani, argentina e uma das Mães da Plaza de Mayo e o professor Hélio Santos.

ANO VII = ABR/2003 – MAR/2004

Ao invés de comemoração, o 6o aniversário trazia uma capa de luto, afinal tinha explodido a guerra de George W. Bush contra o Iraque. No interior da revista, mais de 20 páginas com análises críticas sobre a nova “guerra ao terror”. Durante o ano, Oscar Niemeyer, Paulo Lins, Ariano Suassuna, Nilo Batista, Mateus Nachtergaele, Eduardo Suplicy e Laerte mostraram suas opiniões nas entrevistas. A revista também promoveu uma série de debates, intitulada “Que governo é esse?”, onde colocou, frente a frente, personalidades com visões opostas sobre o governo Lula. Na primeira, o embate foi entre Dalmo Dallari e Tarso Genro e, em seguida, Duarte Ferreira e José Genoino.

ANO VIII = ABR/2004 – MAR/2005

A capa do 7º aniversário traz o diretor teatral José Celso Martinez Corrêa. Na sequência, entrevistas com Bob Fernandes, João Capiberibe, Leonel Brizola, Heloísa Helena, Hugo Chavéz, Eduardo Galeano, Ricardo Kotscho, Cecília Coimbra, Carlos Lessa, Washington Olivetto. Além de uma série de textos sobre a suspeita parceria entre o Corinthians e o grupo empresarial MSI. Matérias sobre a situação dos jovens na Febem, a precariedade do subemprego e um perfil do líder boliviano Evo Morales, que chegou à presidência do país em dezembro de 2005.

ANO IX = ABR/2005 – MAR/2006

Marta Suplicy foi a entrevistada da edição comemorativa do 8o aniversário. Porém, as celebrações não acabaram em abril, já que foi nesse ano que a revista alcançou sua centésima edição e presenteou o leitor com um encarte contendo uma entrevista de Tom Jobim. Plínio de Arruda Sampaio, MV Bill, Roberto Requião, Eugenio Bucci, Mino Carta, Ze Dirceu, Paulinho da Viola e Itamar Franco foram os principais entrevistados do ano. Além disso, reportagens sobre a Escola Nacional Florestan Fernandes do MST, o referendo sobre o desarmamento, o drama dos sem teto no centro de São Paulo e um especial, onde a revista ouviu os intelectuais históricos do PT, para saber suas opiniões sobre a crise do partido, em decorrência do suposto mensalão.

ANO X = ABR/2006 – MAR/2007

O 9o aniversário da Caros Amigos foi ilustrado pelo então ministro, Gilberto Gil. João Pedro Stedile relembrou os 10 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. Entrevistas com Ciro Gomes, Franklin Martins, Matilde Ribeiro, Lázaro Ramos e Ricardo Antunes. Reportagens sobre o Marcola, chefe do PCC, as práticas assustadoras da Opus Dei, a trajetória do Coronel Ubiratan, responsável pelo massacre do Carandiru e sobre os interesses ocultos da visita de George W. Bush no Brasil. Para comemorar os 90 anos de Manoel de Barros, em dezembro, a Caros Amigos publicou três entrevistas com o poeta, em três momentos distintos de sua vida.

ANO XI = ABR/2007 – MAR/2008

O que é ser de esquerda? Essa era a pergunta estampada na capa do 10o aniversário da Caros Amigos. No interior da revista, a pergunta foi respondida por 36 pensadores e militantes. Nos meses seguintes, entrevistas com Luiza Erundina, Paulo Arantes, Paulo Henrique Amorim, Jaques Wagner, Manu Chao, Luís Fernando Veríssimo, Marcos Bagno e Luís Nassif. As reportagens trataram de assuntos como as ações da Polícia Federal, o lobby em Brasília e o movimento Cansei. Além de um encontro da repórter da Caros Amigos com o escritor Gabriel García Márquez, na Colômbia.

ANO XII = ABR/2008 – MAR/2009

A comemoração dos 11 anos da Caros Amigos foi ofuscada por uma grande perda. Em março de 2008, faleceu Sérgio de Souza, editor e fundador da revista Caros Amigos. Em meio a diversas homenagens, a revista publicou uma entrevista inédita, a última que Serjão, como era conhecido, deu em vida. Apesar do luto, a equipe da Caros Amigos precisou superar a tristeza. Durante o ano, entrevistas com Leda Paulani, Ney Matogrosso, Ricardo Gebrim, Tarso Genro, Protógenes Queiroz, Chico de Oliveira, Celso Amorim e Maria da Conceição Tavares. Além de reportagens tratando da violência policial em São Paulo e no Rio de Janeiro e a luta dos povos indígenas.

ANO XIII = ABR/2009 – MAR/2010

A Caros Amigos ainda se recuperava da perda de Serjão quando completou 12 anos. Na capa, a imagem de uma manifestação contra o jornalão Folha de S. Paulo, que em seu editorial usou o termo “Ditabranda”, se referindo ao período entre 1964 a 1985. A revista seguiu o ano com reportagens sobre a crise no judiciário, cultura periférica, Lei Rouanet, o excessivo uso de agrotóxico no campo. Foi também nesse período que a atual crise econômica começou a mostrar seus efeitos e, desde então, a revista vem tratando do assunto, seja nos artigos, reportagens ou entrevistas. Jackson Lago, Brizola Neto, Maria Rita Kehl, José Padilha, Wagner Moura, Marina Silva, Virgínia Fontes, Ferréz, Kenarik Felippe, Paulo Vannuchi, Carlos Nelson Coutinho, Letícia Sabatella, Moacir Gadotti e Boaventura de Souza Santos foram os entrevistados do ano.

ANO XIV = ABR/2010 – MAR/2011

Para comemorar o seu 13o aniversário, a Caros Amigos publicou um texto contando sua trajetória e principais processos judiciais contra a revista, em decorrência do jornalismo independente e crítico que contraria os interesses dos poderosos. Na capa, o entrevistado do mês, Juca Ferreira, então ministro da Cultura. Na sequência, entrevistas com Paulo Lins, Sócrates, Frei Betto, Márcio Pochmann, Inezita Barroso, José Arbex Jr., Dexter, Nalu Faria, Chico Alencar, Tariq Ali, Tom Zé e Silvio Tendler. Nesse período, as reportagens passam a ganhar mais espaço na Caros Amigos, com textos sobre a história do quadrinho brasileiro, grupos de extermínio, parto humanizado, o fenômeno Wikileaks, os efeitos da Copa do Mundo e das Olímpiadas no Brasil. Além de um levantamento de denúncias contra a ex-estatal Vale do Rio Doce e um balanço dos 8 anos de governo Lula na educação.

ANO XV = ABR/2011 – MAR/2012

Em abril de 2011, 14o aniversário, a revista passou por uma mudança no projeto gráfico e, principalmente, no aumento das reportagens e diminuição das seções fixas e de colunistas. Além disso, a Caros Amigos passou a adotar o slogan “A primeira à esquerda”. Para comemoração, o depoimento de 14 assinantes sobre a importância da publicação em suas vidas. Ilustrando a capa, uma foto tirada no Saara Ocidental e, nas páginas internas, um encarte com reportagem especial sobre a situação da última colônia da África. Boas reportagens continuaram a aparecer com frequência nas páginas da Caros Amigos, textos sobre o teatro de rua, a política externa brasileira, o desmonte do programa espacial, a reforma política, assédio moral, terceirização, a campanha pelos 10% do PIB para a educação, os afetados pela construção do novo estádio do Corinthians e as dificuldades da Comissão da Verdade. Em 2011, o mundo assistiu às manifestações de jovens em diversos lugares do mundo, e a Caros Amigos esteve no Chile para acompanhar a onda de manifestações estudantis. Além da cobertura da manifestação mundial 15-O contra as políticas neoliberais. Raquel Rolnik, Jean Willys, Osvaldo Coggiola, Vladimir Safatle, Lincoln Secco, Vito Letizia, Maria Orlanda Pinassi e Nilton Viana foram os principais entrevistados. A Caros também fez uma homenagem póstuma ao Doutor Sócrates, que faleceu em dezembro de 2011. A edição que está em suas mãos, caro(a) leitor(a), simboliza a continuação desses 15 anos de história, da sobrevivência de um jornalismo combativo e responsável e de um projeto crítico e inovador. Feliz quinze anos! E que ainda venham muitos outros...

Leia a história completa na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

Pátria Grande

Bolívia e a infantaria imperialista das ONGs

Por Enrique Lacolla

O que está acontecendo na Bolívia em torno da construção de uma estrada que atravessaria o Território Indígena do Parque Nacional Isiboro Secure e deveria unir Cochabamba à região de Beni (esperada há 185 anos) ilustra a dificuldade, os desafios e extravios que existem nesse país quando se trata de levar adiante um projeto integrado que busque superar o atraso e torná-lo parte eficiente do processo de unificação latino-americana. Inclusive neste momento, quando um governo de inegável extração popular ocupa a sede do Palácio Quemado.

A história boliviana é trágica e intensa como poucas. Sua condenação ao isolamento depois da guerra do Pacífico com o Chile no século 19 agudizou o problema da balcanização da América Latina, já dilacerada após a liberação do Império Espanhol. Essa liberação não redundou num continente unido, como o desejaram San Martín e Bolívar. Trocamos um amo por outro.

Leia o artigo completo na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

“É preciso priorizar a abundância pública, não a riqueza privada”

Por Débora Prado

Tradução de Mariana Abbate

Considerado um dos maiores urbanistas da atualidade, Mike Davis nasceu em 1946, nos Estados Unidos, mas é conhecido pela crítica que faz ao modelo econômico, social e urbano que o governo de seu país ajudou a impor aos países subdesenvolvidos.

Ex-caminhoneiro, ex-açougueiro e ex-militante estudantil, Davis se tornou professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. É colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles, o Planeta Favela (Boitempo Editorial, 2006), que escancarou os cenários de pobreza onde vive a maioria da população mundial, em contrate com a imagem de arranha-céus, vendida como o paradigma das metrópoles modernas

Leia a entrevista completa na edição 181 da revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual.

Mais artigos...

×

×
CORREIO CAROS AMIGOS
powered by moosend