Velha e nova mídia

Por Emir Sader

Um dos jornais da velha imprensa paulista me convidou para escrever no espaço principal dos domingos para se penitenciar de matéria totalmente manipulada que haviam feito. Eu respondi que, primeiro, teriam que pedir desculpas públicas. E ofereci que mandassem o artigo para o meu blog, onde teriam reproduzidas suas opiniões textualmente, chegando a um público muito maior do que aquele atingido pelo jornal, além de chegar aos jovens – que já não leem mais jornais -, mas teriam que ler tudo o que fosse escrito como comentários. Não aceitaram, porque têm medo da interatividade da internet, preferem a covardia da escrita unilateral do seu velho jornal.

Esta é a última geração da velha imprensa escrita brasileira. Claro que, antes de tudo, pela superioridade da internet: por sua rapidez (os jornais dão sempre notícias que já conhecemos), pela democratização (dispensável a enorme quantidade de recursos para montar um jornal) e interatividade (participação ativa de todos).

 

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Entrevista Noam Chomsky

“O Ocidente fará de tudo para impedir o surgimento de democracias no mundo árabe”

Por Tatiana Merlino

O ataque das potências ocidentais à Líbia de Muammar Kadafi está sendo justificado como uma intervenção humanitária. Afinal, os civis estavam em perigo. Porém, o real motivo da intervenção militar da coalizão formada por Estados Unidos, França, Canadá, Itália e Reino Unido não tem nada de boas intenções, acredita o estadunidense Noam Chomsky, um dos mais importantes intelectuais da atualidade. “Não é uma intervenção humanitária. Tudo naquela região tem a ver com petróleo”, afirma, em entrevista exclusiva a Caros Amigos, concedida por telefone.

Chomsky lembra que até poucos dias atrás o ditador era apoiado pelos Estados Unidos e Inglaterra. Kadafi “não é progressista, é um assassino. Mas não é esse o motivo pelo qual se opõem a ele. Há assassinos por toda parte e eles não têm problema com isso, contanto que sigam ordens. Como ele não é confiável, ficariam felizes em se livrar dele.”, analisa.

A postura do ocidente, porém, não é novidade, explica o professor de Linguística do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Caso após caso, se há um ditador em apuros, o plano é apoiá-lo até o fim, até que fique impossível sustentá-lo e, em seguida, mudar o discurso e passar a dizer ‘sim, somos contra as ditaduras, adoramos a democracia, sempre lutamos pela liberdade’”. Segundo ele, é o que acontece também no Egito e na Tunísia.

O intelectual afirma que o levante no mundo árabe é o mais significativo de que se lembra, embora acredite que “por enquanto, não deveríamos chamá-lo de revolução”. Na opinião de Chomsky, um dos aspectos mais interessantes das revoltas é sua ligação com as recentes manifestações ocorridas nos Estados Unidos, no estado de Wisconsin, onde milhares de funcionários públicos saíram às ruas para protestar contra projeto de lei que, segundo eles, retira direitos trabalhistas. “Um dos acontecimentos mais impressionantes das últimas semanas foi quando, no final de fevereiro, Kamal Abbas, um dos principais líderes trabalhistas do Egito, mandou uma mensagem de apoio aos trabalhadores do estado de Wisconsin”.

Confira a entrevista a seguir.

Caros Amigos - Qual a sua opinião sobre a intervenção militar na Líbia? Por que os Estados Unidos a atacaram? O que está por trás disso?

Noam Chomsky - Bom, o que está por trás disso é sem dúvida simples. Se você analisar a reação ocidental, incluindo a reação dos Estados Unidos, as várias manifestações, irá perceber que seguem um padrão bastante previsível: se o país possui grandes reservas de petróleo e o ditador é leal ao Ocidente, então pode agir mais livremente. Assim, na Arábia Saudita e no Kuwait houve uma grande demonstração da força militar, tão intensa, que as manifestações mal puderam começar – não que realmente devessem ter começado. Não há problemas quanto a isso, pois os ditadores possuem a maior parte do petróleo e são leais, então essa reação é previsível. Em relação ao Bahrein, o que preocupa, principalmente, é a Arábia Saudita. Teme-se um levante xiita – que são maioria da população – que se estenda ao leste da Arábia Saudita e ao Bahrein, que também tem maioria xiita e possui a maior parte do petróleo. Portanto, nada pode acontecer lá. Quando houve uma tentativa de protesto na Arábia Saudita, a manifestação foi combatida vigorosamente e, os Estados Unidos disseram “tudo bem, sem problemas”.

Em se tratando da Líbia é um pouco diferente. Há abundância de petróleo e o Ocidente apoiou fortemente o ditador. Apoiou há até poucos dias, na verdade. Porém, como não é confiável, ficariam felizes em se livrar dele. Na verdade, o Ocidente tem apoiado abertamente os rebeldes. A intervenção, por exemplo, não é para deter o conflito, é para dar apoio aos rebeldes. E eles são bastante diretos em relação a isso. Para exemplificar, o Ocidente ordenou um cessar-fogo às forças do governo, porém não às forças rebeldes. Se as forças do governo violarem essa resolução, a notícia chegará às primeiras páginas dos jornais. No entanto, as forças rebeldes podem fazê-lo – e farão – e não haverá problema, pois essa intervenção está do lado dos rebeldes. Pode-se argumentar que isso é uma coisa boa ou ruim, mas devemos ver isso com clareza. É, também, digno de nota, o pouco apoio regional que a Líbia teve.

Em relação à implantação da zona de exclusão aérea, o Egito poderia ter feito, a Turquia poderia ter feito. Eles possuem forças militares de grande poder, porém não farão nenhum esforço. O Egito diz “não é da nossa conta” e a Turquia já deixou claro que não quer se envolver e nem mesmo quer que a Otan se envolva [No entanto, um dia depois da realização desta entrevista a Turquia aceitou comandar as operações da Otan na Líbia]. O Ocidente fez um apelo pela autorização da Liga Árabe, mas foi pouco eficiente. O secretáriogeral da Liga Árabe, Amr Moussa, já se afastou, portanto, basicamente, não há nenhum apoio regional. Claro que o sul da África e a União Africana estão presentes... Na verdade é muito difícil conseguir informações, pois ninguém relata o que acontece no terceiro mundo, porém parece que a União Africana tem intenções de organizar um acordo diplomático. Não sei se eles terão sucesso, mas independente do resultado, o Ocidente não quer prestar atenção nisso.

Fica em aberto a questão se deveriam ou não ter feito isso, contudo devemos analisar com os olhos bem abertos. Não é uma intervenção humanitária. Tudo naquela região tem a ver com petróleo. No caso do Egito, que não possui muito petróleo, mas é o país mais importante da região, os Estados Unidos seguiram o plano usual. Caso após caso, como Somoza, Duvalier, Suharto [ex-ditadores da Nicarágua, Haiti e Indonésia, respectivamente] e muitos outros. Se há um ditador em apuros, o plano é apoiá-lo até o fim, até que fique impossível sustentá-lo e, em seguida, mudar o discurso e passar a dizer “sim, somos contra as ditaduras, adoramos a democracia, sempre lutamos pela liberdade”. No final das contas, o ditador é enviado para longe e tenta- se restabelecer a situação original. Isso já aconteceu muitas e muitas vezes e é exatamente o mesmo caso no Egito.

É difícil prever como as coisas irão se desenrolar no Egito, depende da energia e dedicação dos manifestantes. Com os militares ainda no poder, há nomes diferentes, mas o regime é o mesmo. Houve, porém, uma melhora significante: agora a imprensa é livre, o que representa uma grande mudança. Na verdade, grande parte desses protestos foram protestos trabalhistas, o que vêm de anos. O movimento que organizou o protesto na Praça Tahir é formado por jovens experientes. Eles se autodenominam Movimento 6 de Abril, nome que remete ao dia 6 de abril de 2008, quando grandes ações trabalhistas – e de solidariedade – ocorreram no maior complexo industrial do Egito e foram reprimidas pela ditadura. Bom, não prestamos atenção a esse fato no ocidente, mas eles prestaram atenção lá. Como resultado do Movimento 6 de Abril, é provável que o movimento operário ganhe alguns direitos.

Até há relatos de trabalhadores assumindo o controle de fábricas, mas não posso comprovar isso. Algumas mudanças serão feitas no sistema político, mas até onde chegarão, depende da força da oposição. Os militares não desistirão do poder facilmente. O Ocidente não pode permitir a democracia na região por razões bastante simples que não são relatadas. Tudo que você precisa fazer é dar uma olhada nos estudos sobre a opinião pública árabe. Há estudos muito bons de renomados órgãos de pesquisa ocidentais, divulgados por instituições respeitadas, que não são relatados. No entanto, podemos ter certeza que os planejadores sabem dessas pesquisas. O que elas mostram é que se a opinião pública fosse influente na política, o Ocidente estaria totalmente fora de lá. No Egito, por exemplo, 90% das pessoas acreditam que a maior ameaça são os Estados Unidos. 10% acreditam ser o Irã e 80% acreditam que a região estaria melhor se o Irã tivesse armas nucleares. Por toda a região, a imagem é mais ou menos semelhante. Só isso já basta para entendermos que o Ocidente fará de tudo para impedir o surgimento de uma democracia.

* Com tradução de Mariana Abbate

 

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É hora de fazer alguma coisa

Por Fidel Castro

Neste momento, a humanidade enfrenta problemas sérios e sem precedentes. O pior é que, em grande parte, as soluções dependerão dos países mais ricos e desenvolvidos, chegarão a uma situação que realmente não estão em condições de enfrentar, sem que se derrube o mundo que estiveram tentando moldar a favor de seus interesses egoístas, e que, inevitavelmente, leva ao desastre.

Não estou falando de guerras, de cujos riscos e consequências já falaram pessoas sábias e brilhantes, incluídas muitas norte-americanas.

Estou falando de uma crise dos alimentos, causada por fatos econômicos e mudanças climáticas que, aparentemente, já são irreversíveis, em consequência da ação do homem, mas que, de todas formas, a mente humana está no dever de enfrentar com urgência. Durante anos, que em realidade foi tempo perdido, se falou do assunto.

Porém, o maior emissor de gases poluentes do mundo, Estados Unidos, se negava sistematicamente a levar em conta a opinião mundial. Deixando de lado o protocolo e outras bobagens habituais nos homens de Estado das sociedades de consumo, que após galgarem o poder costumam ficar atordoados pela influência da mídia, a realidade é que não prestaram atenção ao assunto.

 

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Caros Amigos completa mais um ano de resistência

A revista Caros Amigos completa em abril 14 anos de jornalismo. Apesar de todas as dificuldades que tem enfrentado, principalmente de ordem financeira, já que, por sua linha editorial, não conta com a simpatia publicitária dos grandes anunciantes privados, a revista resiste bravamente – e tem conseguido manter um conteúdo jornalístico da melhor qualidade.

Caros Amigos foi “a primeira à esquerda”, num momento em que toda a mídia brasileira havia aderido ao pensamento único do neoliberalismo. E continua sendo uma publicação de referência crítica, combativa, empenhada em levar aos leitores e à sociedade brasileira boas reportagens, entrevistas, artigos e análises. Por isso costumamos
dizer que Caros Amigos é uma publicação muito além das revistas de mercado.

No nosso aniversário, quem fala sobre a revista são os leitores, assinantes, amigos, cúmplices e companheiros. Vejam os depoimentos.

Tom Zé - Músico

A Caros Amigos é importante pela exigência que faz ao Brasil. Propõe soluções, não considera nossas questões insolúveis. Parte pra cima. Assino a revista por garantia, para não perder nenhum texto. Como viajo um bocado, assinando não corro o risco de ter se esgotado em bancas. E assino também por cumplicidade: uma publicação de tal independência precisa prioritariamente de nós, assinantes. O que me bate na memória e que de vez em quando comento é a entrevista de Miguel Nicolélis. É um cientista do qual não podemos prescindir: brilhante,
direito, dono de um espírito público alerta.

Heloísa Fernandes - Socióloga e professora da Escola Florestan Fernandes

Descobri há seis anos que a Caros Amigos representa um precioso espaço de liberdade que seria praticamente inexistente sem ela. Tudo começou com a inauguração da Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, quando fiz uma homenagem ao meu pai (Florestan Fernandes). Um antigo colega da universidade leu aquele discurso, não gostou e escreveu um longo e duro artigo contra mim e contra o nome do meu pai na Escola, publicando- o em um jornal de grande divulgação diária. Perplexa, escrevi uma carta à sua seção de leitores,
mas não foi publicada.

Meu protesto teria sido silenciado não fosse a Caros Amigos acolher e publicar minha resposta. Desde então, muita água correu debaixo da ponte, a Escola fincou raízes, desabrochou e já formou milhares de militantes de inúmeros movimentos populares, do Brasil e do exterior.

Costumo dizer que a revista é como Florestan queria a sua sociologia: objetiva, mas não neutra, porque a Caros Amigos tem lado; contra a intelectualidade colonizada, defende a liberdade de expressão e, ao lado das lutas populares, combate o neoliberalismo e o neoimperialismo.

 

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Perfil: Luiza Erundina

Mulher, trabalhadora, nordestina, solteira e política de esquerda

Uiraúna é um pequeno município no sertão semiárido paraibano. Distante quase 500 km da capital do Estado, João Pessoa, não chega a ter 15 mil habitantes hoje em dia. Para os moradores da grande metrópole brasileira, é difícil imaginar que de lá saiu a primeira prefeita declaradamente de esquerda eleita em São Paulo: Luiza Erundina de Sousa. Mulher, solteira, nordestina e socialista, não foram poucos os tabus enfrentados para ser eleita em 1988 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), realizando um mandato que marcou a história da cidade por sua ligação com os movimentos populares e pelos paradigmas de gestão democrática.

Erundina nasceu mesmo antes da pequena cidade. No dia 30 de novembro de 1934 se tornou a sétima entre dez irmãos de uma família que vivia na periferia do povoado de Belém do Rio do Peixe, que somente mais tarde, em 1953, ganharia o status de cidade de Uiraúna. Trabalhou desde muito cedo, ajudando o pai, artesão de couro e trabalhador do campo, e a mãe, que vendia quitutes na feira local. Para ela, o período foi decisivo:

- Com certeza, minha inclinação de ir para política nasceu deste começo, da origem de classes. As condições de vida, o sofrimento, não só da minha família, mas da maioria dos que viviam naquela comunidade me marcaram profundamente. Desde a juventude tomei consciência deuma realidade injusta que deveria ser mudada e tomei o caminho da ação coletiva. Tanto é que lutei contra padrões das mulheres da minha geração, que eram impelidas a casar muito cedo, ter filhos e ficar no âmbito doméstico, reproduzindo aquele modelo opressor.

 

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Sem terra, sem poder e sem política

Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Ensina o marxismo que partido político é um instrumento para tomar o poder e revolucionar as relações sociais e econômicas, embora a política não esteja adstrita ao parlamento.

Se o poder do Estado não for tomado, não poderá haver transformação social, portanto a classe explorada precisa organizar-se em partido político para combater a classe dominante, que usa os aparelhos ideológicos para executar os seus interesses econômicos.

Por partido político entende-se não o instrumento momentâneo e oportunista para conchavos eleitorais, nem tampouco a dramatização midiática de seus lideres.

O problema é que a forma-partido de representação dos interesses de classe entrou em crise com a degenerescência stalinista da U.R.S.S,onde a burocracia dominou a classe operária, daí o colapso do socialismo e sua conversão em capitalismo gangster, tal qual existe hoje na Rússia.

 

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Teatro de rua resiste nas grandes cidades

Geralmente sem contar com incentivos governamentais, vários grupos atuam em espaços públicos, debatem questões sociais e levam a arte para as comunidades.

Por Paula Salati

Pelos asfaltos, praças e parques das cidades brasileiras ocorre uma das mais antigas manifestações populares do mundo: o teatro de rua. Marcados por uma diversificada produção de dramaturgia e estética, um dos elementos que unifica a existência da maioria dos grupos de teatro de rua é a opção política que realizam no campo das artes. Ir para as ruas e para os espaços públicos e gratuitos não significa falta de alternativa e espaço nas grandes salas comerciais de espetáculos. Na verdade, é uma escolha de artistas que decidiram caminhar na contramão da mercantilização da arte e fazer da rua um espaço mais democrático.

Adailton Alves, ator do grupo Buraco D’Oráculo – coletivo teatral que há nove anos atua e vive em São Miguel Paulista, leste da cidade de São Paulo – considera que o teatro de rua é capaz de modificar o espaço da cidade. “Em uma sociedade capitalista, a rua serve para escoar mercadoria e mão de obra. E quando você se coloca nesse espaço, você desorganiza isso. De transeunte, a pessoa se torna assistente de uma obra teatral e, neste momento, há uma troca simbólica entre artista e público”, diz Adailton.

O ator conta que, em uma das apresentações do espetáculo Ser TÃO Ser, Narrativas de Outras Margens – peça do grupo que fala sobre a habitação nas periferias –, um morador de rua entrou em cena desesperado para socorrer a atriz Lú Coelho, que encenava a morte de uma mulher em um confronto policial, ocorrido em uma ocupação de moradia. O teatro de rua faz com que o indivíduo “passe a ser solicitado, ele não é rechaçado. Para as outras coisas da vida, ele precisa pedir licença e concessão”, declara Alexandre Mate, pesquisador de teatro e professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).

Cultura Popular

Mais do que levar arte à população das cidades e das periferias, muitos grupos de teatro de rua constroem os seus textos e sua estética a partir de elementos da tradição popular e regional do local em que atuam. O grupo sergipano Imbuaça, por exemplo, desde a sua fundação, em 1977, tem como principal objeto de pesquisa a cultura popular. “No nosso repertório, sempre temos espetáculos cuja dramaturgia é inspirada nos folhetos de Cordel”, conta Lindolfo Amaral, um dos diretores do grupo que tem sede no bairro de Santo Antônio, em Aracaju.

 

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