Perfil de Roberto Freire: intelectual, revolucionário, libertário 

Por Paulo Rogério Gilani

Na década de 1960, o mundo vivia em ebulição política, cultural e social. Inúmeros brasileiros assumiram a vanguarda da vida nacional no objetivo de transformar a sociedade. Um deles, sem dúvida, foi o médico Joaquim Roberto Corrêa Freire, mais conhecido como Roberto Freire e, para os amigos mais íntimos, Bigode. Ele nasceu em 18 de janeiro de 1927, morreu em maio de 2008, e deixou um legado na história brasileira para a psicanálise e também para o teatro, música, televisão, cinema, literatura e ao jornalismo, principalmente como um dos fundadores da revista Caros Amigos.

Formado em medicina e mais tarde especializado em psicanálise, Roberto Freire sempre foi um inovador. Um dos discípulos das propostas dos “renegados” Wilhem Reich e de Frederic Perls, Freire se distanciou da psicanálise e psicologia tradicionais e criou uma nova terapêutica corporal e em grupo, que resultou na criação da Somaterapia com a contribuição de Myriam Muniz e Sylvio Zilber.

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Sininho, como Elisa é conhecida, coloca os pingos nos "is" sobre o que tem vivido desde as Jornadas de Junho

Por Fania Rodrigues

A ativista política Elisa Quadros, de 29 anos, também conhecida como Sininho, apelido que ganhou de colegas militantes durante a ocupação na Câmara do Rio de Janeiro, quando escolhiam pseudônimos
para evitar identificação, rompe o silêncio e fala com exclusividade para a revista Caros Amigos. Em cerca de três horas de entrevista, fala sobre os dias na prisão, ameaças sofridas e como sua vida mudou depois das duas prisões no Rio de Janeiro. A primeira, em outubro de 2013, e a última, em julho desse ano, na véspera da final da Copa do Mundo. Também abre o jogo e fala sobre questões polêmicas envolvendo seu nome, como o episódio em frente ao Complexo Penitenciário de Gericinó (em Bangu, no Rio), no dia
em que saiu da prisão, e o que pensa sobre a política brasileira e da imprensa corporativa.

Caros Amigos – Fale de sua história, onde nasceu e cresceu, em que se formou.

Elisa Quadros – Sou de Porto Alegre, vim para o Rio de Janeiro com dez anos porque meu pai trabalhava na Petrobras. Morei em Macaé até os dezessete anos. Vim para o Rio nessa idade e morava sozinha. Sempre fui envolvida no movimento estudantil, mas também meus pais são militantes. Então fui criada naquele ambiente de atos, assembleias e plenárias. Meu pai biológico e minha mãe participaram da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores). E meu pai, que me criou, não é militante, mas ele acompanha minha mãe, que inclusive faz pouco tempo se desfiliou do PT.

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MP3 em 78 rotações

Por Alexandre Matias

Quem chegasse no Centro Cultural São Paulo (CCSP), próximo à estação Vergueiro do metrô paulistano,
no início da noite do dia 23 de agosto, poderia achar que a nova música brasileira estivesse celebrando
João Donato. Numa banda comandada pelo maestro Letieres Leite, o mago baiano dono da Orkestra Rumpilezz, Lucas Santtana, Duani e Karina Buhr repetiam os versos de Cala a Boca, Menino que Donato eternizou em seu clássico Quem é Quem, de 1973.

Mas Cala a Boca, Menino, embora tenha sido popularizada por João, não é nem de Dorival Caymmi, cujo crédito estampa o rótulo do velho vinil. Na verdade suas origens remontam à capoeira do início do século
passado e o primeiro registro musical desta canção não apareceu sequer em vinil. A faixa foi registrada
pelo mítico Almirante em 1938, na mesma época em que o sambista levou pela primeira vez ao rádio um instrumento “rudimentar e bárbaro” (palavras da época) chamado berimbau.

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13 razões para reeleger Dilma

Por Frei Betto

1. Apesar das mazelas e contradições do PT e do atual governo, votarei em Dilma para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos doze anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros.

2. Votarei para que o Brasil prossiga independente e soberano, livre das ingerências do FMI e do Banco Mundial, distante dos ditames da União Europeia e crítico às ações imperialistas dos EUA.

3. Votarei pela integração latino-americana e caribenha; pelo solidário apoio aos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Uruguai; pela autonomia da CELAC e do Mercosul.

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Que língua de Camões que nada!

Por Marcos Bagno

Na cultura ocidental, isto é, europeia, as línguas nacionais que se fi rmaram a partir do século XVI, quando o latim foi perdendo seu milenar prestígio como única língua literária escrita, têm sido designadas desde então pelos nomes de seus primeiros e mais importantes escritores. É o que se chama de antonomásia: por exemplo, em lugar de dizer “Rio de Janeiro”, dizer “Cidade Maravilhosa”. É assim que o italiano se transformou em a língua de Dante, o espanhol em a língua de Cervantes, o inglês em a língua de Shakespeare, o francês em a língua de Molière e o português, é claro, em a língua de Camões.

Essas denominações, infelizmente, se tornaram a chantagem simbólica preferida dos reacionários de plantão, que as utilizam sempre e em todo lugar quando vociferam contra as inevitáveis mudanças que ocorrem em qualquer língua viva do mundo. Aqueles gênios literários, sacralizados como semideuses a quem se deve toda a glória, toda a honra e toda a reverência, são invocados a cada momento como vítimas de profanação, abuso e sevícia da parte dos milhões e milhões de ignorantes hereges que desobedecem os dogmas gramaticais que, diga-se logo, eles mesmos, escritores, não criaram, mas que foram criados, os dogmas, pelas hordas de illuminati que, incapazes de produzir algo tão esplêndido, se conformam em dissecar aquelas obras únicas para transformar suas características únicas em supostas leis, cuja desobediência só pode conduzir ao inferno linguístico.

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Protestos contra sionistas crescem pelo mundo, mas governo desqualifica alegando "antissemitismo"

Por Gershon Knispel

Um dos meios de retrocesso mais utilizados pelo porta-voz do governo israelense como reação à crítica
cada vez mais intensa em relação ao comportamento do exército israelense nessa sangrenta aventura em Gaza, que já custou duas mil vidas, consiste em qualificar tais críticas como antissemitismo. Na Folha de S. Paulo do dia 16 de agosto, sábado, no caderno Mundo, foi publicada uma matéria sob o título “Holandês devolve condecoração devido a mortes em Gaza”. Ali se lia: “Um holandês de 91 anos de idade,
que foi condecorado e declarado ‘Justo entre as Nações’ por Israel, devolveu, nesta quinta-feira (14),
a medalha e o certificado que recebeu após seis parentes terem sido mortos em um bombardeio israelense
na faixa de Gaza no mês passado. Entre 1943 e 1945, na Segunda Guerra, Henk Zanoli e sua mãe, Johana
Zanoli-Smit, esconderam um garoto judeu em sua casa na Holanda ocupada pelos nazistas. Por terem arriscado suas vidas para salvar o menino, os dois foram homenageados em 2011 pelo Estado de Israel e pelo Yad VaShem (organização criada para lembrar as vítimas do Holocausto). Na quinta, segundo o jornal israelense Haaretz, Zanoli escreveu uma carta ao embaixador e devolveu sua medalha na embaixada de Israel em Haia.

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Carta do MST aos candidatos

João Pedro Stedile

Senhores Candidatos,

O MST se dirige aos candidatos ao governo federal e aos governos estaduais para propor políticas necessárias em caráter de urgência, com o intuito de combater a pobreza, a desigualdade e as injustiças no campo.

1 - TERRA

a) Que os governos apresentem e executem um plano de Reforma Agrária, apresentando metas de famílias a serem assentadas e estabelecendo prioridades por regiões;

b) Um programa de emergência que assente as mais de 120 mil famílias que estão vivendo em acampamentos;

c) A imediata demarcação e legalização de todas as áreas indígenas e de quilombolas e as de posses dos ribeirinhos e pescadores;

d) Confiscar e distribuir para a Reforma Agrária todas as fazendas em dívidas com os instituições públicas e envolvidas com trabalho escravo;

e) Desapropriar as terras que as empresas estrangeiras controlam e impedir as novas aquisições;

f) Destinar para a Reforma todas as terras dos projetos de irrigação, em especial no Nordeste;

g) Mudanças no Incra, para que o órgão desaproprie latifúndios e impeça a concentração de terra.

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