A Troika de Trump, a crise da Coreia e o Brasil

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A Troika de Trump, a crise da Coreia e o Brasil

Por André Araújo
Do Jornal GGN

A eleição de Trump, suas causas e cenários, já foi por mim exaustivamente analisada neste blog. Vamos agora ver como está funcionando a Presidência Trump após o choque de sua eleição que espantou o mundo.

Trump foi um ponto fora da curva da previsibilidade, como é comum na História, quando ”desmanchadores de consenso” mostram aos construtores de cenários quão tolo é seu oficio. O mundo é um caos, a História é pouco previsível, coisas inusitadas podem acontecer e acontecem. Mas há espíritos que continuam querendo comprar cenários do futuro, um mercado onde sempre haverá clientes desde o tempo dos oráculos gregos. O futuro sempre será imprevisível até nas eras de calmaria, quiçá em tempos de crise.

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Trump é um típico animador de auditório, um showman que caiu de paraquedas na chefia da maior potência mundial. Por similaridade, animadores de auditório pelo mundo acham que também podem ser Presidentes da República, o que já sai da política para a comédia.

 São defeitos graves do modelo democrático. Uma personalidade midiática torna-se muito conhecida e com esse apetrecho de visibilidade e ferramentas de exposição na mídia consegue ganhar uma eleição. Seu brilho acaba aí: ganhar a eleição.

Essa capacidade não tem vinculação com a outra, a de administrar um Estado complexo, algo muito mais difícil do que ganhar uma eleição. A Democracia, então, prega esses truques baratos:  um mero  encantador de serpentes ou um finório de porta de circo ou de culto pode ganhar uma eleição usando truques baratos de auditório de calouros e um grande Estado cai em mãos absolutamente imprestáveis para geri-lo em qualquer circunstância, mesmo primitivas.

Administrar um grande Estado é tarefa de um sábio que disponha de vasto capital de inteligência, cultura, experiência e sabedoria política. O processo de eleição é midiático, exige apenas capacidade de ator de palco, não há outro teste. Esse é o grande perigo da democracia popular. Um sistema de filtros seria indispensável para barrar aventureiros que podem desgraçar um Pais. O caso Trump é emblemático. Em toda a já longa História dos Estados Unidos não há registro de personagem tão disparatado para o cargo máximo.

Assumindo o poder fez erros diários de todo tipo, demonstrou de início sua inviabilidade.

Por uma sucessão alucinada de erros chegou a um mecanismo a que NESTE MOMENTO parece montar uma certa rede de proteção da Presidência. Refiro-me a escolha de uma TROIKA, um núcleo de três personalidades razoavelmente preparadas para o comando do País.

Refiro-me ao Chefe da Casa Civil (Chief of Staff) da Casa Branca, General John Kelly, o chefe do Conselho Nacional de Segurança, General Herbert Mc Master e ao Secretário de Defesa, General James Mattis.

O primeiro, General dos Fuzileiros Navais John Kelly tem vasta experiência militar, foi Comandante no Iraque e no Afeganistão, no Iraque comandou a Força Tarefa Trípoli que ocupou Bagdah, participou de comandos-chaves nas guerras do Oriente Médio.

Foi Secretário de Segurança Interna (Homeland Security) e Comandante do Comando Sul das Forças Armadas, em Mayport na Flórida, o comando que tem sob seu guarda-chuva a 4ª Frota da Marinha. As Forças Armadas americanas dividem o mundo em seis comandos regionais, o Comando Sul inclui toda a América do Sul e Caribe. O General Kelly perdeu recentemente um filho de 29 anos, Tenente dos Marines, em combate no Afeganistão onde também tem outro filho em zona de combate. É uma família militar, o que tem um significado especial.

O General Kelly foi delegado americano junto ao QG da OTAN em Mons, na Bélgica.

É impressionante a lista de comandos e funções de Kelly, um homem do mundo que viu um pouco de tudo e de todos, na linha dos grandes generais da Segunda Guerra.

O Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca é o órgão máximo de planejamento estratégico dos EUA, acima do Departamento de Estado, é o organismo que aconselha o Presidente em todas as crises internacionais, como atuar e o que fazer.

O General Herbert Mc Master é da ativa dos Fuzileiros Navais, também com vasta experiência militar em comandos em zonas de risco, comandou nas duas guerras do Iraque e no Afeganistão. É ele o novo Assessor Especial de Segurança, nome do chefão do NSC.

Mc Master é historiador militar, tem PhD em História pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e foi professor de história militar na Academia Militar de West Point. É autor de um célebre livro crítico da estratégica militar americana na Guerra do Vitnam, o que demonstra caráter, criticar o “establishment” militar de qualquer País requer coragem.

Já no Pentágono, o General James Mattis, reformado há três anos, é o segundo militar a comandar o Departamento de Defesa, um organismo desenhado para ser comandado por civis desde sua criação em 1947 pelo General Marshall, seu primeiro ocupante e até então único militar. Marshall queria que daí para frente todos os Secretários fossem civis.

O primeiro Secretário da Defesa foi o General Alfred Marshall, lendário Comandante geral dos EUA na Segunda Guerra, que foi também Secretário de Estado e criou o Plano Marshall.

Mattis tem 67 anos, ao ser nomeado fazia parte do Conselho da General Dynamics, principal fabricante de armamentos dos EUA, desde a 1ª Guerra é fornecedora de submarinos à Marinha americana através de sua subsidiária Electric Boat Company.

O General Mattis atingiu o máximo da carreira no Exército, teve no currículo vasto número de comandos e é considerado um intelectual de primeira ordem, tem uma grande biblioteca de História, sete mil títulos escolhidos a dedo, é um dos líderes das forças armadas americanas, considerado um intelectual do Exército, é um raro oficial solteiro das forças armadas.

Essa configuração de militares em cargos tradicionalmente civis é uma novidade absoluta na política dos EUA e se deve à incapacidade de Trump atrair civis qualificados para seu círculo imediato. Ele veio de fora do establishment político de Washington e não tem as ligações necessárias para selecionar colaboradores tradicionais dos Republicanos, que o veem como aventureiro e não querem associar seus nomes e carreiras a Trump. Tenho três velhos amigos que participaram no mais alto nível nas administrações Reagan e dos Bush, foram convidados e não aceitaram cargos no governo Trump. Os três foram vice-Ministros e não quiseram trabalhar com Trump, acharam que não tinham nada a ver com esse Presidente.

Os salários que o Governo americano pago a seus executivos de 2º e 3º escalão, cerca de 4.000 cargos, dos quais 700 precisam confirmação do Senado, são muito baixos. Trabalhar para o governo nesses postos de livre nomeação é considerado uma honra e um valioso item de currículo. Mas trabalhar em um governo execrado por boa parte do “establishment” não agrega nada ao currículo, ao contrário, mancha. Por isso muitos bons executivos egressos das gestões Reagan e Bush declinaram convite para trabalhar na Administração Trump.

Ganhar pouco e ainda ficar marcado pelo vírus Trump não entusiasma pessoal de 1ª linha.

A crise da Coreia

Por cálculos do Pentágono, um primeiro dia de ataque à Coreia do Norte provocaria a morte de três milhões de norte-coreanos e um milhão de sul coreanos.

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Um custo humano que torna o ataque o último recurso da estratégia do Pentágono.

Um caminho mais racional seria pressionar a China, sob pena de sanções econômicas sérias, a intervir na crise, o que faz sentido porque a China também quer resolver a crise na sua porta, por várias razões. Há muita desconfiança em Washington sobre a sinceridade chinesa mas existem algumas razões objetivas, na visão de Washington, para contar com a China.

O primeiro Kim, fundador da República Popular da Coreia do Norte, era um aliado fiel da China de Mao. O segundo Kim não era tão fiel mas sempre respeitou a opinião da China sobre seus movimentos estratégicos. O terceiro Kim é diferente, não segue os conselhos da China, em consequência cria problemas para a diplomacia chinesa e pior do que tudo, desenvolve um programa nuclear que é CONTRA os interesses da China, que não quer uma potência nuclear nas suas fronteiras, fato que atrai inimigos da China para a região e coloca em risco sua estratégia de domínio do mar do Sul da China.  Mais ainda, os testes nucleares a 100 quilômetros da fronteira estão afetando cidades chinesas que estão sentindo os tremores dos testes e temem contaminação radioativa, há um começo de pânico nessas cidades.

Em certos pontos (não todos) os interesses dos EUA e da China coincidem em relação à Coreia do Norte, em diferentes dimensões ambos estão sendo afetados pelos riscos da situação.

Os objetivos dos EUA na Coreia do Norte NÃO são de eliminar o regime e estender a soberania da Coreia do Sul sobre a Coreia do Norte. Os EUA têm certeza que a Coreia do Sul NÃO tem capacidade econômica para absorver a Coreia do Norte e um influxo migratório para o Sul causaria um caos social e desestabilização do regime sul coreano, hoje já fragilizado.

Por sua vez a China não admitiria de modo algum que  a Coreia do Norte desapareça como Pais e  seja absorvida pela Coreia do Sul, porque não quer ter um regime aliado dos EUA na sua fronteira. Há 36.000 soldados americanos na Coreia do Sul.

Então a única solução seria MANTER O REGIME COMUNISTA na Coreia do Norte sob uma liderança confiável, o que significa que o atual Kim tem que sair. Qual o plano?

O Exército da Coreia do Norte assumiria o controle do País, sob tutela chinesa, o programa nuclear seria paralisado, a China voltaria o seu papel de pais protetor da Coreia do Norte.

Essa fórmula atende os interesses da China e dos EUA mas não da Rússia, que pretende manter a tensão na Coreia do Norte onde só tem a ganhar e nada a perder. A tensão seria uma forma de compensar a intromissão dos EUA na crise da Ucrânia, onde a Rússia com toda razão, se ressente da inexplicável interferência americana em zona  secularmente na esfera russa.

A tensão na península coreana atende aos interesses da Rússia, que se viu cercada até sua fronteira por países hoje membros da OTAN, o que acendeu todos os alarmes em Moscou.

Hoje a Rússia, com o renascimento de seu poder bélico, volta a ser rival estratégico dos EUA e nisso se insere, como se vê no conflito sírio e na base naval na Venezuela. Os EUA já não têm dúvidas de que os motores dos misseis norte coreanos vem da Rússia, assim como a Rússia está suprindo de combustível a Coreia do Norte depois da suspensão parcial dos fornecimentos da China. Para a Rússia é importante a manutenção de Kim no poder, mas isso os russos fazem de forma subterrânea, como é do estilo russo há séculos.

Esse o quadro complexo e não resolvido da crise que tem que ser administrada pelos generais de Washington e não pelos desmoralizados tweets de Trump.

O Brasil no quadro global

A diplomacia brasileira entrou em declínio a partir do governo Dilma. A Presidente não tinha Interesse no tema da projeção internacional do Brasil,  atuava mal na área. Foram famosos os casos de Embaixadores que esperaram quase um ano para apresentar cartas credenciais. Depois da cerimônia protocolar a Presidente nunca mais os via, não os convidava para qualquer outra forma de evento. Também foram poucas as viagens internacionais e as visitas de outros Chefes de Estado ao Brasil, dois cancelamentos em cima da hora para visita oficial ao Japão, a segunda visita com jantar de Estado com o Imperador, cancelado um dia antes pelo Itamaraty. Jantar com o Imperador é uma rara honraria e tem preparação executada com um ano de antecedência, cancelar em cima da hora é uma ofensa diplomática indesculpável, as relações do Japão com o Brasil, que já foram calorosas, esfriaram.

Também foi cancelada uma visita oficial a Washington em cima da hora, caso famoso por causa de uma confusa notícia sobre espionagem eletrônica onde o Brasil toscamente passou recibo, como se fosse novidade entre grandes potencias. A Rússia tem capacidade ainda maior de espionar o mundo inteiro, inclusive os Estados Unidos, mas ninguém passa recibo na área.

Se o Brasil tinha e tem um peso 100 como player de relações internacionais, nunca usou mais do que 20 desse potencial. Seu único peso deriva do tamanho de sua economia e não de qualquer ação consequente como meta diplomática. O que o Brasil teve de projeção deveu-se às Forças Armadas, campeã em missões da ONU, o Brasil chegou a ter 11 Missões simultâneas em três continentes, uma demonstração de alto prestígio e confiabilidade de nossas instituições militares. Nossa participação se deu com estruturas militares completas em contingentes ou sob comando brasileiro, sendo a mais significativa o Comando geral da Missão no Congo, a maior Missão da ONU, com 26.000 homens, cujo comando foi entregue ao General brasileiro Santos Cruz.

O Brasil, maior país da América Latina não tem hoje posição equivalente ao seu tamanho geográfico e populacional, ao seu peso econômico e estratégico no Atlântico Sul. Relativamente tem menos peso do que teve no Império, na Primeira Republica, no Estado Novo e no Governo militar de 1964. A decadência da projeção de poder se deu a partir da Republica de 1988 que teve seu foco para dentro, para a criação de direitos , esquecendo-se da construção do Estado Nacional e de sua projeção internacional, como se fossem objetivos menores , descartáveis e de escassa importância, como se a população e o Estado  fossem entes antagônicos e conflitantes. Um Estado fraco seria melhor para a população, assim acreditavam os constituintes de 1988, os “constituintes cidadãos” um dos pontos e momentos mais baixos da rica e pujante História do Brasil, uma constituição medíocre que põe em risco o próprio Estado brasileiro, transformado em uma “feira de direitos individuais”.

A diplomacia presidencial da Era Lula foi proveitosa, deveu-se exclusivamente ao inegável carisma do Chefe de Estado, mas não foi objeto de um plano de longo prazo, não deixou raízes e ao fim a cruzada moralista desmanchou toda a rede de influencias do Brasil na América Latina e na África, ao denunciar políticos de todos os países onde atuaram empresas brasileiras de construção, com o que o Brasil por muito tempo deixará de ter espaços e mercado. Desfez-se assim a rede de projeção internacional do Brasil construída na Era Lula, um capital estratégico perdido para a ação internacional do Brasil, preferindo ser elogiado por entidades do “politicamente correto” a ter real comando de áreas de influência em países da América Latina e África. Só historiadores com a lupa da análise histórica poderão dimensionar a perda que o Brasil teve com sua auto flagelação na fogueira da inquisição moralista, destruindo a imagem do País, o prestígio do Estado brasileiro e das empresas nacionais entre países por onde o Brasil estendia sua projeção de influência, processo iniciado no governo militar de 1964 em contraponto a outras potências.

O Brasil tem dois GRANDES ativos reais para se apresentar forte na arena internacional: detém o maior patrimônio ecológico do mundo, a Floresta das Chuvas (RAINFOREST), a imensa Floresta Amazônica, pulmão do planeta, reguladora do clima global, que o Brasil descura e deixa desmatar, jogando fora esse imenso capital e a capacidade de exportação de alimentos, o Brasil é hoje o maior exportador mundial de grãos e de carnes para o mundo, dois ATIVOS que são as credenciais do Brasil para forte projeção internacional, se soubesse e quisesse usar esse capital estratégico. Mas parece que o Brasil faz questão de não usar, gosta de se apequenar, de parecer menor do que é, de ser humilde e pedinte.

O Brasil tem também ativos civilizatórios a apresentar: é o maior pais multirracial e  multiétnico do mundo, o que melhor lidou com a miscigenação e com o multiculturalismo.

Relações com a américa do sul

No seu ponto mais baixo, o Brasil é membro fundador da UNASUL, uma sub-OEA para a América do Sul. O Brasil é o maior sócio da UNASUL mas não conseguiu fazer NENHUM dos 7 Secretários Gerais que o organismo teve, o desprezo pelo Brasil é de tal ordem que o website da UNASUL usa as línguas ESPANHOL e INGLES, não tem PORTUGUES, idioma do maior sócio fundador da entidade mas que é tratado pelos demais como um anão diplomático.

A diplomacia brasileira na América do Sul na Era Lula foi desastrosa pela subserviência à corrente bolivariana que priorizou a ideologia sobre os interesses estratégicos do País, algo não acontecido antes em nossa história diplomática no continente, onde o Brasil sempre se apresentou como potência regional de liderança respeitada.

O ponto mais baixo dessa situação vexatória do Brasil foi a nacionalização pela Bolívia dos campos de gás descobertos e desenvolvidos pela Petrobras na região de Tajira, ato do governo Morales que demonstrou completo desrespeito pelo Brasil e seus interesses e não obstante plenamente tolerado pelo governo Lula que sequer protestou ou cobrou indenização.

Temos na nossa fronteira norte a maior crise social, política e econômica na história da Venezuela,  país cuja maior fronteira é com o Brasil. Tudo o que acontece na Venezuela DEVERIA interessar ao Brasil, mas parece que não interessa, o Brasil assiste a crise de camarote, como se a Venezuela fosse na Ásia. No entanto os reflexos são diretos, na onda de refugiados e poderá vir também por invasão de EPIDEMIAS porque já não há remédios ou vacinas, a malária está se alastrando. Há também uma base naval russa na Venezuela em expansão, algo que deveria alarmar e que não despertou qualquer atenção em Brasília.

Caberia ao Brasil liderar um grupo de países da região e tentar, ao menos tentar, exercer um poder de arbitragem na gravíssima questão que nos afeta e interessa. Brasil, Argentina, Colômbia, Panamá e Peru têm interesse evidente na questão venezuelana e caberia ao Brasil liderar um novo Grupo de Amigos da Venezuela, tentando influir na crise, é assim que agem países com interesses globais, que é o caso dos grandes países.

Como é possível pretender uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, antiga meta diplomática, posição que pressupõe responsabilidades em conflitos internacionais, quando se vê uma completa inação com crise na sua fronteira, zona de seu direto interesse?

Em suma, o Brasil não opera como potência regional apesar de ter a capacidade de ser o maior ator no continente, tem a máquina diplomática, tem os fatores concretos de ação, mas não tem a vontade de agir, paralisado por inquéritos e processos, como se isso fosse o centro das atividades de um grande Pais.

A máquina diplomática do Brasil é de excelente qualidade. Brasil e EUA são os dois únicos países das Américas que têm Escola oficial para formação de diplomatas. Os EUA têm o Foreing Service Institute da Universidade de Georgetown, escola oficial do Departamento de Estado, fundada em 1917 e nós temos o Instituto Rio Branco, de 1946. O Brasil é o ÚNICO pais das Américas que tem TODAS suas Embaixadas e Missões lideradas por quadros de carreira, enquanto EUA tem um terço de suas Embaixadas tituladas por apadrinhados políticos, geralmente doadores de campanha, o que significa COMPRA de cargos de Embaixador, apesar do que pretendem nos dar lições de moral e ética.

A primeira ATITUDE de um Brasil grande e internacional é deixar de ter uma visão deslumbrada, vira-lata e submissa perante outros países, tarefa imensa porque é da natureza brasileira louvar o estrangeiro e desprezar o nacional, uma atitude que está na raiz de toda nossa inferioridade como Nação pretendente a potência, posição que o Brasil jamais assumirá enquanto não tivermos admiração pelo Brasil e sua História.

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