SP: Oposição a Doria na Câmara deve ter apenas 11 vereadores

Política
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Número de mulheres dobrou e bancada evangélica agora conta com 15 vereadores

Por Rodrigo Gomes
Da Rede Brasil Atual

Dos 55 vereadores eleitos para a próxima legislatura na Câmara Municipal da capital paulista, apenas 11 devem compor a oposição ao prefeito eleito João Doria Júnior (PSDB), a partir de janeiro de 2017. Com isso, ele terá condições de propor inclusive alterações à Lei Orgânica do Município, que dependem do apoio de dois terços (37) dos vereadores para serem aprovadas. A Câmara terá 22 vereadores iniciando um novo mandato. Outros 33 foram reeleitos.

Entre os 55 eleitos, 41 fizeram parte da chapa de Doria ou compuseram a base aliada do padrinho político do prefeito eleito, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), na Assembleia Legislativa. O PT, com nove vereadores, e o PSol, com dois, devem compor desde o início o novo bloco de oposição. Ricardo Teixeira (Pros), que compunha a coligação do atual prefeito Fernando Haddad (PT), e Janaina Lima (Novo) não têm posicionamentos definidos.

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Quando eleito em 2012, Haddad tinha apoio formal de 42 vereadores. No entanto, nas votações, sofreu vários reveses de parlamentares do PSD, do PMDB, do PTB e do PV, que faziam parte da base aliada do governo. Nesta legislatura, houve votações significativas, como o Plano Diretor e o Plano Municipal de Educação, e vários protestos de movimentos sociais, categorias de trabalhadores, associações de moradores, entre outros.

O número de mulheres eleitas para a Câmara dobrou entre a eleição de 2012 e a atual. Na legislatura que se encerra em 31 de dezembro, cinco mulheres exercem cargo de vereadora: Patricia Bezerra (PSDB), Juliana Cardoso (PT), Noemi Nonato (PR), Edir Sales (PSD) e Sandra Tadeu (DEM). Na próxima legislatura também estarão em mandato Adriana Ramalho e Aline Cardoso (PSDB); Soninha Francine (PPS), Sâmia Bonfim (PSol) e Janaina Lima (Novo).

Outro grupo que cresceu no legislativo municipal foi a bancada evangélica, grupo suprapartidário não oficial que reúne adeptos de várias congregações cristãs. Formado por 12 parlamentares em 2012, o grupo teve 15 vereadores eleitos ontem. Por outro lado, a Câmara terá seu primeiro vereador declarado homossexual: Fernando Holiday (DEM), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL). E também duas vereadoras feministas: Juliana Cardoso (PT), reeleita, e Sâmia Bonfim (PSol).

Foram reeleitos Atilio Francisco e Souza Santos (PRB); Eduardo Tuma e Patricia Bezerra (PSDB); David Soares (DEM), Noemi Nonato (PR), Eliseu Gabriel (PSB), Edir Sales (PSD) e Ricardo Nunes (PMDB). E os novos são: Adriana Ramalho e João Jorge (PSDB); Rinaldi Digilio e André Santos (PRB); Gilberto Nascimento Jr. (PSC); e Rute Costa (PSD). Em 2015, a bancada evangélica se uniu em pautas como a retirada do termo “gênero” do Plano Municipal de Educação e a aprovação do Dia de Combate à Cristofobia, projeto vetado por Haddad.

Trinta e três vereadores foram reeleitos: Gilberto Natalini (PV); Paulo Frange e Adilson Amadeu (PTB); Senival Moura, Alfredinho, Antonio Donato, Arselino Tatto, Reis, Jair Tatto e Juliana Cardoso (PT); Atilio Francisco e Souza Santos (PRB); Aurélio Nomura, Gilson Barreto, Mario Covas Neto, Eduardo Tuma, Patricia Bezerra e Claudinho de Souza (PSDB); Conte Lopes (PP); David Soares, Milton Leite e Sandra Tadeu (DEM); Celso Jatene, Toninho Paiva e Noemi Nonato (PR); Ota e Eliseu Gabriel (PSB); José Police Neto e Edir Sales (PSD); Ricardo Nunes e George Hato (PMDB); Ricardo Teixeira (PROS); e Toninho Vespoli (PSol).

Outros 22 irão compor a nova legislatura, que se inicia em 2017: Adriana Ramalho, Aline Cardoso, Fabio Riva, Daniel Annenberg e João Jorge (PSDB); Rinaldi Digilio e André Santos (PRB); Camilo Cristófaro (PSB); Soninha Francine e Claudio Fonseca (PPS); Dr. Milton Ferreira (PTN); Eduardo Suplicy e Alessandro Guedes (PT); Fernando Holiday (DEM); Gilberto Nascimento Jr. (PSC); Isac Felix (PR); Janaina Lima (Novo); Rodrigo Goulart e Rute Costa (PSD); Sâmia Bomfim (PSol); Tripoli (PV); e Zé Turin (PHS).

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