“A paciência com esse governo golpista acabou”, diz Boulos

Cotidiano
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O líder do MTST criticou a imparcialidade do Judiciário e da mídia durante a crise política do País

Da Redação

Cerca de 1 milhão de pessoas ocuparam as ruas do País nesta quarta-feira (15), Dia Nacional de Mobilização e Paralisação Contra a Reforma da Previdência, convocado por centrais sindicais, e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Em São Paulo, na Avenida Paulista, além da contribuição de dirigentes sindicais e movimentos sociais, o ato contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MTST), também esteve presente na manifestação e criticou a reforma da Previdência proposta pelo governo em exercício. Acompanhado pelos gritos de "Fora, Temer", Boulos classificou o "15 M" como um dia histórico e foi enfático: "A paciência com esse governo golpista acabou. Esse foi o recado das paralisações, das mobilizações de norte a sul deste País".

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Não é reforma, é a venda da Previdência

O líder dos sem-teto reforçou a grande resistência que movimentos sociais e entidades seguirão organizando contra as reformas de Temer. "Nós vamos cobrar cada deputado que está a favor da reforma e vamos à base deles para dizer que deputado contra a aposentadoria não terá voto do povo no ano que vem. Mais do que isso: se eles insistirem em votar esse absurdo, no dia da votação, nós vamos tomar Brasília e não vamos deixar isso acontecer", declarou Boulos.

A imparcialidade da grande imprensa e do Judiciário durante os últimos períodos de polarização e crise política no País também foi criticada por ele. "Nós vamos ter que continuar numa luta árdua, numa luta dura. Não vai ser fácil. Eles têm a mídia no bolso. Eles têm muitos deputados no bolso. Eles têm a maior parte do Judiciário no bolso. Mas nós temos as ruas e nós temos coerência. E, com isso, nós vamos seguir até a vitória", finalizou o militante. 

 

 

 

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