O governo golpista sangra

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O governo golpista sangra

Por Ari Zenha

“A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes.”

Karl Marx

Diante dos últimos acontecimentos a única saída para a crise econômica e institucional que vêm assolando o nosso País é uma saída à esquerda. Os que estão entrincheirados na defesa da democracia e do enfrentamento contra as medidas que estão sendo implementadas no Congresso Nacional com apoio e mesmo exigência das classes empresariais da cidade e do campo é alavancar a luta pelas Diretas Jájunto com a ocupação de todo o espaço público – ruas, praças e prédios públicos em todo o País.

O fantoche, o traidor e usurpador do poder de plantão em Brasília encontra-se acuado e perdendo , condições mínimas de governabilidade entre seus próprios pares, e, para a própria burguesia nacional e internacional. O truão Michel Temer acompanhado pela grande mídia ainda tentam dar um ar, uma cara a um governo que não governa nada, mas sim administra o desmonte do estado brasileiro e joga nas costas do povo trabalhador as medidas mais absurdas e inaceitáveis para a classe trabalhadora.

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Uma saída à direita como a burguesia e seus representantes estão a propor e articular,abertamente, é eleiçõesindiretas, que seria um “grande” acordo nacional como tentam passar para o povo brasileiro e mais ainda, a única saída para o impasse que o próprio capital nacional/internacional afundou o nosso País, é o golpe dentro do golpe. Mas à medida que os acontecimentos ocorrem o governo golpista vai se afundando nas suas próprias mazelas e contradições, até as Forças Armadas foram chamadas para debelar , segundo eles afirmam , a baderna que se instalou em Brasília neste último dia 24 de maio. É o desespero que está sendo acometidos os interesses do capital na sua sanha agora não de fazer as “reformas”, mas manter o poder e a ordem custe o que custar, as malditas “reformas” que a casa grande vai tentando administrar a conta gotas diante da imensa mobilização nacional popular vão sendo conduzidas diante dos rumos e dos desfechos das lutas populares Brasil afora, e,das lutas travadas no Congresso Nacional que não têm bem dizer, força e nenhuma legitimidade.

Pronunciamentos de altas patentes, principalmente do Exercito Nacional já se esquivaram da possibilidade de intervenção, pois seria um banho de sangue, seria jogar o País e seu povo na barbárie completa, seria uma guerra civil poderíamos aventar. As condições políticas, econômicas, sociais e de mobilização populares, talvez mesmo mundiais, não comportariam uma medida drástica como essa.

"Com uma lamparina no fosso do esgoto em que o País foi jogado as elites brasileiras estão à procura de saída que possa viabilizar suas necessidades econômicas e políticas como mudar, mas permanecendo tudo como dantes"

Sem ”alternativa”, ou melhor, com uma lamparina no fosso do esgoto em que o País foi jogado as elites brasileiras estão à procura de saída que possa viabilizar suas necessidades econômicas e políticas como mudar, mas permanecendo tudo como dantes.

O Judiciário , como se diz – acovardou – , e encontra-se sem credibilidade e força para retomar o que antes lhe era favorável e exigido pelas forças em luta, notadamente as democráticas, e passou a partícipe do golpismo.

Portanto se faz necessário que as mobilizações se façam de toda maneira dentro do que chamamos de democracia substantiva e popular – sendo a cada dia mais realizada, aprofundada, e que se avance nas prerrogativas amplas de liberdade, de luta pela transformação econômica, política e social em nosso País e partamos para a construção de um governo popular democrático sustentado pelas bases econômicas, políticas e sociais de todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros/as.

Logo o slogan, Diretas já, é o povo no poder, pois só assim conseguiremos realizar não só um jestado de direito democrático popular como tirar o País e seu povo trabalhador das correntes , dos grilhões a que estão presos há séculos.

A hora é de ousar, não temer as forças reacionárias e conservadoras e acantonando-as cada vez mais, sangrando-as a cada dia a cada hora em todo o território nacional, pois estaremos lutando efetivamente pela inversão da correlação de forças a favor das forças democráticas – populares, com responsabilidade, perseverança e determinação de luta.


 

Ari Zenha é economista 

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