Caros Amigos - Artigos e Debates

Caros Amigos

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Seg01092014

Atualizado as03:18:16 PM

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Artigos e Debates

Edição 186 - Editorial e Sumário

Capa Caros-186-OKFRUTO DA IMPUNIDADE

Prezados (as),

Saudações.

A nova edição da revista Caros Amigos revela, com exclusividade, como estão agindo atualmente os Grupos de Extermínio no Estado de São Paulo, formados especialmente por integrantes da Polícia Militar. Fontes da própria polícia, que investigaram a atuação desses grupos nos últimos anos, relatam onde estão organizados esses grupos, como são recrutados seus membros e de que forma parte da corporação e do aparelho de Segurança Pública estimula e protege os crimes praticados por esses policiais.

A gravidade da situação, evidentemente, suscita muitas indagações, entre as quais por que governo do Estado fecha os olhos para a barbárie? Não cabe ao Ministério Público e ao Judiciário adotarem providências para desbaratar os novos esquadrões da morte? Não é o caso do Ministério da Justiça intervir na Segurança Pública de São Paulo para proteger a população? Cadê a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República?

Outra grande reportagem da Caros Amigos mostra o agravamento da crise econômica e suas consequências diretas no Brasil, com o enfraquecimento do setor industrial, a queda do PIB, a ameaça de estagnação e as diversas medidas adotadas pelo governo para aquecer a economia, inclusive a promoção de novos pacotes de privatização – com os mais fantásticos atrativos que o capital privado já teve por essas bandas. A matéria tenta desvendar o que acontece quando a “marolinha” pode se tornar um “marolão”.

Além disso, a revista tem excelentes matérias sobre a privataria na educação (entrega de projeto de ensino para empresa estrangeira), os novos recursos da publicidade para enganar as crianças e seus pais e entrevistas com o filósofo Vladimir Safatle, que analisa as eleições municipais no quadro da degradação urbana, e com Zé Junior, que coordena o trabalho da ONG AfroReggae nas comunidades do Rio de Janeiro. Como sempre, a revista conta com bons artigos e análises de sua equipe colaboradores.

Vale a pena conferir. Já nas bancas.

Hamilton Octavio de Souza
Editor


SUMÁRIO

REPORTAGENS

10 - ESQUADRÃO DA MORTE Investigações comprovam a existência de grupos de extermínio na PM paulista. Por Tatiana Merlino

16 - PRIVATARIA NA EDUCAÇÃO Governo estadual entrega projeto de Aula Interativa para empresa estrangeira. Por Eliane Parmezani

26 - CRISE ECONÔMICA A continuidade do modelo neoliberal desarticula e derruba a indústria nacional. Por Caio Zinet

29 - PRIVATIZAÇÃO O pacote da presidente Dilma Rousseff entrega infraestrutura para o capital privado. Por Otávio Nagoya

32 - ESPANHA As famílias se mobilizam em defesa da moradia e contra os despejos forçados. Por Eliane Barros

35 - IRLANDA A crise econômica desmontou o padrão de vida de boa parte da população. Por Nathália Bottino

37 - PUBLICIDADE Cada vez mais os anunciantes utilizam recursos sutis para enganar crianças e pais. Por Paula Salati

 

ENTREVISTAS

20 - VLADIMIR SAFATLE – as eleições acontecem num quadro de degradação urbana. Por Débora Prado

40 - ZÉ JUNIOR – o trabalho da ONG AfroReggae nas comunidades do Rio de Janeiro. Por Eduardo Sá

 

ARTIGOS E COLUNAS

06 - Mc Leonardo aponta qual deve ser o real valor do espírito olímpico.

08 - Gilberto Felisberto Vasconcellos fala de Diegues, Jabor, Glauber e Darcy.

08 - Emir Sader analisa o conflito político causado por estrada na Bolívia.

09 - José Arbex Jr. alerta que a balcanização da Síria terá consequências globais.

14 - João Pedro Stedile questiona o que aconteceu com a soberania nacional.

14 - Frei Betto relata como o governo pretende enfrentar a “desescolaridade”.

15 - Mario Augusto Jakobskind: Estado é acusado de matar índios na Amazônia.

43 - Gershon Knispel: contra a tentativa de boicote ao filme Sobre Futebol e Barreiras.

 

SEÇÕES

06 - Falar Brasileiro - Por Marcos Bagno: na língua, o erro é sempre o do outro.

07 - Paçoca – Por Pedro Alexandre Sanches: a música reflete a divisão da cidade.

19 - Pátria Grande – Por Luís Vignolo: Vivian Trias e a esquerda latino-americana.

24 - Ensaio Fotográfico de Bruno Morais: os carroceiros de Seropédica (RJ).

44 - Ideias de Botequim – Por Renato Pompeu: os 25 anos da Editora da Unesp.

 

CHARGES

04 - Guto Lacaz

46 - Claudius

Claudius

CLAUDIUS 186

Guto Lacaz

GUTO 186

Ideias de Botequim - Por Renato Pompeu: Editora da Unesp comemora 25 anos

IDEIAS DE BOTEQUIM

Por Renato Pompeu

EDITORA DA UNESP COMEMORA 25 ANOS, ENTRE DOM PEDRO 2° E O SAMBA

Em agosto a Editora Unesp comemorou 25 anos de lançamentos, ao mesmo tempo que fez vários novos lançamentos importantes. Um deles é Imperador cidadão e a construção do Brasil, a primeira biografia de Dom Pedro 2o a lidar com os arquivos do próprio imperador e da família imperial, de autoria de Roderick J. Barman, professor na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. A tese central é a de que Dom Pedro 2o foi um governante tão importante para o Brasil, ou até mais, do que, por exemplo, Getúlio Vargas.

O Estado-Nação brasileiro teria sido moldado pelo nosso segundo imperador, que herdou o que, pouco mais de duas décadas antes do início de seu reinado, era apenas um conjunto de 19 regiões isoladas e praticamente estanques, mais ligadas à Coroa Portuguesa e à Europa do que umas às outras. E nos legou as bases do Brasil tal qual o conhecemos. É de notar que Dom Pedro 2o governou o Brasil durante meio século, só tendo sido emulado, na América Latina, por Fidel Castro. Desse modo, o imperador seria tão importante para o Brasil quanto Castro foi e continua sendo para Cuba.

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Gershon Knispel: Boicote ao filme 'Sobre Futebol e Barreiras'?

CINEMA

BOICOTE AO FILME “SOBRE FUTEBOL E BARREIRAS”?

Abaixo-assinado pediu a retirada de documentário exibido no 16o Festival de Cinema Judaico de São Paulo

Por Gershon Knispel

Vi na Internet a convocação, pelo jornalista José Roitberg, de um abaixo-assinado contra os organizadores do 16o Festival de Cinema Judaico de São Paulo e que exigia o boicote ao documentário Sobre Futebol e Barreiras, incluído no Festival e dirigido por Arturo Hartmann, Lucas Justiniano, José Menezes, João Carlos Assumpção. O texto do abaixo-assinado, usando linguagem semelhante à do macarthismo e até chamando o belo filme do judeu Hartmann de “antissemita”, diz que o documentário é “propaganda articulada pró-palestina, mostrando-os como coitados perseguidos e oprimidos pelos judeus”.

Além disso, o abaixo-assinado diz que o texto se passa em “Israel e os territórios”, pura e simplesmente, sem esclarecer que se trata de territórios palestinos violentamente ocupados. Como o filme estava programado para o Festival Judaico em A Hebraica, Roitberg afirma que “não há nada que justifique que judeus paguem a veiculação de um filme detrator de Israel”. E conclui: “Os antissemitas que passem o filme para seu público! Boicote o filme Sobre Futebol e Barreiras desse sujeito”.

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Zé Junior: "AfroReggae só atua onde ninguém quer atuar". Por Eduardo Sá

Entrevista Zé Junior

“AFROREGGAE SÓ ATUA ONDE NINGUÉM QUER ATUAR”

Fundador da ONG carioca fala sobre a trajetória da entidade, que vai completar 20 anos e é reconhecida internacionalmente

Por Eduardo Sá

No ano que vem a ONG carioca AfroReggae completa 20 anos. A Caros Amigos foi conhecer de perto o projeto e conversou na sua sede, no centro do Rio, com José Pereira de Oliveira Junior, mais conhecido como Zé Junior, um dos fundadores e atual coordenador da entidade. Chegando ao local vimos um pouco do espírito que norteia suas iniciativas, fotos com Lula e FHC, policiais e ex-traficantes e todo tipo de artista, desde o mais popular até o erudito. A mediação e o diálogo entre diversas tribos, muitas delas rivais entre si, marcam a trajetória do AfroReggae, que tem como uma de suas principais iniciativas tirar os jovens das favelas do tráfico de drogas por meio da música.

Hoje com trabalhos em diversos países e estados do país, a ONG exporta sua tecnologia social e desenvolve projetos em diversas áreas, sobretudo na cultura. Projeto que começou nas ruas de Vigário Geral, ganhador de vários prêmios, hoje tem seu orçamento estimado em R$ 22 milhões. Nesta conversa, Zé Junior nos conta um pouco essa história, quais seus atuais projetos e analisa, dentre outros temas, questões relacionadas às favelas e a segurança pública. Para ele, nos últimos 20 anos a periferia do Rio de Janeiro conquistou melhorias estruturais significativas e a polícia a melhorou muito apesar de estar longe do ideal.

Caros Amigos - Você pode nos contar um pouco da sua história?

Zé Junior - Nasci em Ramos, fui criado por lá e Bonsucesso, hoje são lugares mais conhecidos por causa do Complexo do Alemão. Com 10 anos fui para o centro, ali pela Praça Cruz Vermelha. Minha história foi crescendo no meio de putas, travestis, a galera do jogo de bicho, cafetões, então a minha formação é muito na cultura marginal. Era pichador, brigava em baile funk, vivia mais na rua. Infelizmente, boa parte dos meus amigos morreu de tiro ou de aids, e muitos foram presos, eu dei sorte. Depois fui contratado para fazer festa infantil, onde você via o batman era feito por mim. Também comecei a fazer festa de funk, foi logo assim que ele ficou proibido. Sou cria do baile funk, talvez das primeiras gerações que curtia. Fiz muita festa, mas pouco organizada. Nunca participei de movimento social e cultural. Era bem alienado, ainda não tinha senso crítico.

Conheci o Plácido Pascoal, um dos fundadores do AfroReggae comigo. Comecei a tocar reggae, mas contra a minha vontade porque já tinha vendido os ingressos da festa, que estava lotada, mas ninguém estava gostando porque todo mundo queria ouvir funk. Esse cara começou a me falar de Bob Marley, foi quando eu conheci também o Olodum, que era o grupo mais foda nessa época. Não é o que toca hoje, eram músicas antropológicas, sociais ou históricas. Em seguida, fizemos uma festa chamada Rasta Reggae Dancing, e em 1993 criamos o jornal AfroReggae Notícias. A partir do jornal passamos a ter mais informações, a buscar mais pessoas, a entender e interagir mais. Quem vê o AfroReggae, hoje, acha que já começou assim, mas começou muito microscópico, todo mundo voluntário. O ano de 1993 foi muito rico, nesse período surge também o Ação da Cidadania, do Betinho, o Viva Rio, O Rappa, Gabriel Pensador, movimento hip hop Atitude Consciente, com MV Bill e Mr Catra.

Foi uma coisa pós Eco 92, ninguém sabia o que era ONG e movimento social. O Deley de Acari começou a levar o jornal para a favela. Era de graça, ele dava um prazo, recolhia e dava para outras 200 pessoas. Meses depois começamos a perceber que as pessoas das favelas queriam mais que informação, queriam formação. Pensamos em criar um núcleo em Acari de percussão, dança, etc. Só que em julho teve a chacina da Candelária e no mês seguinte a de Vigário Geral, e o Zé da UERJ, amigo de um dos diretores do AfroReggae, falou: vamos fazer uma caminhada da Candelária a Vigário Geral. Ajudamos a organizar essa caminhada, passamos a frequentar Vigário e fazer um trabalho social lá. Dávamos aula de percussão e dança sem saber direito, ensinando e aprendendo. Vigário era a favela mais temida e chapa quente. Toda a indústria do sequestro foi montada lá, vários ícones do nar- cotráfico foram capacitados ou nasceram ali. Só tinha crime, tráfico, violência, polícia e arma.

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Novas malandragens da publicidade para crianças. Por Paula Salati

COMUNICAÇÃO NOVAS MALANDRAGENS DA PUBLICIDADE PARA CRIANÇAS

Com recursos cada vez mais elaborados e sutis, a propaganda infantil inclusive joga as crianças contra os pais e aposta na desagregação pelo consumo

Por Paula Salati

Já faz algum tempo que empresas e agências de publicidade, encontraram no público infantil um dos elementos potenciais para manter o ciclo de consumismo desenfreado. Não à toa. Pois o que caracteriza a perversidade da publicidade dirigida às crianças é o jogo desigual que ela estabelece. De um lado, há um grupo de profissionais altamente especializados como publicitários, marketeiros e até psicólogos, que investigam constantemente os desejos das crianças, e que possuem um profundo conhecimento sobre as técnicas de persuadi-las. Para isso, se gasta cerca de US$ 15 bilhões ao ano, como expôs a psicóloga estadunidense Susan Linn, no livro Crianças do Consumo: A Infância Roubada.

Do outro lado, competindo em desvantagem com esse exército especializado e bilionário, estão as crianças que, por estarem em fase de desenvolvimento, acreditam mais facilmente em tudo aquilo que veem e que ouvem. De acordo com o documento do Instituto Alana “Por que a publicidade faz mal para as crianças?”, até aproximadamente os 8 anos de idade, as crianças misturam fantasia e realidade.

Ainda não possuem mecanismos que as façam compreender, por exemplo, que o tênis que está sendo vendido no comercial de televisão não as deixará mais ágeis ou populares. Ou que a bolacha recheada com alto de teor de açúcar e gordura não as tornará mais saudáveis ou com mais energia. Além disso, explica, que é somente aos 12 anos que o indivíduo tem condições de compreender o caráter persuasivo da publicidade. Se utilizar, portanto, da capacidade de fantasiar das crianças para vender produtos, não parece nada ético.

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Irlanda: O 'Tigre' pede socorro

IRLANDA

O TIGRE PEDE SOCORRO

As medidas neoliberais que a Irlanda adotou levam o país rumo a um colapso; a população, que acreditava no poder econômico, está com a corda no pescoço

Por Nathália Bottino

Quem, a partir da década de 1990, viu seu país atingindo níveis econômicos recordes e pôde desfrutar de consumo desenfreado, crédito fácil e incessante compra e venda de imóveis mal acredita hoje no que vê pelas ruas. Filas enormes na frente de agências de emprego, músicos de rua a cada esquina e desabrigados sentados nas pontes com copinhos estendidos esperando, um troco, transmitem um pouco do que sobrou para a população. O neoliberalismo, uma nova fase do capitalismo, iludiu os irlandeses com a ideia do “Tigre Celta” – uma alusão aos países asiáticos que obtiveram rápido crescimento econômico a partir da década de 1970 e aos Celtas, origem de seu povo - mas deixou de herança uma nação endividada, que representa um dos maiores dramas do capitalismo contemporâneo.

A Irlanda, uma pequena ilha de 4,5 milhões de pessoas, tem uma história um tanto dramática: passou séculos sob domínio inglês, conquistou a independência depois de muitos conflitos e revoltas e logo teve que enfrentar problemas econômicos e sociais no pós-Guerra – inclusive já foi chamada de prima pobre da Europa. Geograficamente isolado e politicamente separado do Reino Unido, o Eire –nome da ilha da Irlanda em sua língua tradicional, o gaélico - se recuperava dos estragos da Guerra, na década de 1940, apresentando dificuldade em praticar o capitalismo doméstico autossustentável, o que, na prática, era uma desculpa das elites para buscar investimento estrangeiro direto. A partir de 1958, o país decide adotar medidas neoliberais como tentativa de “movimentar o capital”. Dessa forma, as zonas de comércio livre e o regime fiscal permitiram que empresas privadas obtivessem quase todo o lucro do país.

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Espanha: Direito à moradia versus especulação. Por Eliane Barros

ESPANHA

Direito à moradia versus especulação imobiliária

Enquanto o governo gasta bilhões de euros para salvar bancos, centenas de famílias são despejadas de suas moradias

Por Eliane Barros

MADRI - Depois do desemprego, que já alcança a marca dos 4,7 milhões de pessoas (24,6% da população economicamente ativa), o despejo de centenas de famílias devido ao não pagamento de hipotecas ou do aluguel tornou-se o retrato mais estarrecedor da crise que avassala a Espanha. Segundo dados divulgados pela Plataforma de Afetados pela Hipoteca (PAH), são cerca de 160 ações de despejos por dia, número que, na prática, pode ser ainda maior, uma vez que muitas famílias, por vergonha e/ou medo de serem despejadas por agentes policiais, saem do imóvel antes mesmo da data prevista para a ação.

Uma situação que, associada aos drásticos cortes em direitos fundamentais, como Saúde e Educação, anunciadas nos últimos meses pelo governo conservador de Mariano Rajoy, vem disparando os índices de pobreza e de exclusão social na Espanha. Desde quando estourou a crise imobiliária no país, em 2007, mais de 350 mil proprietários - famílias em sua maioria -, ficaram sem moradia como resultado de um processo de execução hipotecária na Espanha, segundo dados do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ). Só no ano passado, os tribunais espanhóis processaram 58.241 expedientes de despejo, número recorde desde quando começaram os registros, além de um aumento de 22% em relação a 2010. No primeiro trimestre deste ano, segundo o CGPJ, foram mais de 15 mil ações, três vezes mais que o mesmo período no ano passado.

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