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Falar Brasileiro – Por Marcos Bagno: Espanhol para todos já!

ESPANHOL PARA TODOS JÁ!

Por Marcos Bagno

Como não sou cristão, não temo ser castigado pelo pecado da vaidade, é bom logo avisar. É que estive há pouco tempo na Colômbia e no México, a trabalho, e pude me envaidecer, sim, com os diversos elogios que recebi pela qualidade do espanhol que usava para interagir com as pessoas, fosse no âmbito acadêmico, na rua, nas lojas etc. Ao mesmo tempo, me deixava (e sempre me deixa) espantado a total falta de sensibilidade linguística dos nossos conterrâneos quando estão em terras hispanofalantes. Uma brasileira, na recepção do hotel em Bogotá, repetia insistentemente para o atendente que o número de seu quarto era “dois meia meia”, sem se dar conta que “meia” como equivalente de 6 só se usa em português.

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Gershon Knispel: O grande ladrão sempre acha que foi roubado

O GRANDE LADRÃO SEMPRE ACHA QUE FOI ROUBADO

Não é possível que cidadãos dos EUA vão se sentir seguros, enquanto deixam todo o mundo em insegurança.

Por Gershon Knispel

Na famosa peça de Brecht “Galileu Galilei” o autor expõe um de seus pensamentos mais brilhantes, sobre uma genial descoberta que podia salvar o mundo, mas cai nas mãos dos maus e se torna uma catástrofe, de dimensões que a humanidade jamais havia tido de enfrentar. Já há quase 70 anos que testemunhamos a realização dessa diabólica denúncia brechtiana. O ser humano já sabe, desde os inícios de sua cultura, o que significa a ocupação estrangeira: os impérios ascenderam, chegaram ao apogeu e naufragaram como navios, um atrás do outro – e suas características poderiam ser analisadas pelos benefícios culturais que deixaram atrás de si.

Quanto mais enraizados são os legados da cultura antiga, tanto mais marcantes são os próprios benefícios que eles trouxeram aos povos por eles dominados. Gregos, romanos, árabes, otomanos e também chineses e indianos, a par dos sofrimentos que infligiram, também deixaram heranças culturais que se enraizaram nas populações.

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João Pedro Stedile: O povo venezuelano segue adelante...

O POVO VENEZUELANO SEGUE ADELANTE...

Por João Pedro Stedile

O povo brasileiro e os militantes sociais leitores da Caros Amigos ficaram atônitos com o resultado eleitoral que deu uma pequena margem de votos a favor do presidente Maduro nas últimas eleições da Venezuela. E todo mundo ficou se perguntando o que aconteceu? As respostas ou indagações iam desde um possível enfraquecimento do chavismo até a manipulação direitista dos meios de comunicação burgueses em nossos países. Nem uma coisa nem outra explicam a realidade, em minha opinião. Nos últimos anos tive o privilégio de visitar a Venezuela diversas vezes, em função dos projetos educacionais e agrícolas que o MST e a Via Campesina Internacional desenvolve naquele país em parceria com movimentos camponeses venezuelanos e com o governo Chávez. E estive recentemente nos funeral do comandante Chávez e acompanhei depois as eleições do presidente Maduro.

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Renato Pompeu: Alienação ou mobilização ?

ALIENAÇÃO OU MOBILIZAÇÃO ?

Paixão em todo o mundo, esporte é o centro de discussão sobre seus efeitos no comportamento político das massas

Por Renato Pompeu

A propósito da Copa das Confederações ora em curso de Norte a Sul do Brasil, volta à baila uma velha questão entre os estudiosos e pesquisadores do futebol em particular e dos esportes em geral: é o futebol um fator de “alienação” das massas, que se veriam, como torcedores, anestesiadas para sentir na carne os seus problemas tão cruciais, ou seria o futebol um fator de mobilização, notadamente porque houve e há times que representam não só simbolicamente as classes trabalhadores, mas se constituem em associações de auxílio mútuo e de conscientização, tendo havido e ainda havendo times e torcidas organizadas de orientação progressista, social--democrata, socialista e anarquista. Se por um lado o regime fascista italiano e o regime militar brasileiro usaram as vitórias futebolísticas para se popularizarem junto às massas, também os torcedores da Internazionale de Milão, nome ligado às origens internacionalistas proletárias desse time, resistiram bravamente à mudança do nome do clube, durante o fascismo italiano, para Ambrosiana.

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Paulo Kliass: Inflação do tomate e juros

INFLAÇÃO DO TOMATE E JUROS

Aumento na Selic atende a interesses privados que fazem do governo refém

Por Paulo Kliass

A retomada do debate atual sobre a elevação da taxa de juros tem sua base no modelo de diretrizes econômicas vigente em nosso País desde a edição do Plano Real, em 1994. Naquele momento, o instrumento utilizado para combater a inflação bastante elevada foi o chamado “tripé de política econômica”, baseado nos seguintes elementos: a) meta de inflação a ser perseguida pelo governo; b) política fiscal austera, com a geração de superávit primário a cada ano; c) formação de taxa de câmbio em regime de liberdade de fluxos de capitais externos.

A concepção subjacente a esse modelo era de que o único meio capaz de reduzir, de forma permanente, a taxa de inflação era a adoção de uma política monetária agressiva, com a manutenção da taxa de juros oficial em níveis elevados. Assim, logo em seguida à introdução da nova moeda, o Banco Central deveria ser dotado de autonomia para conduzir a política monetária de forma supostamente “neutra e técnica”. A hipótese era que a causa da inflação estaria associada a um excesso de demanda por bens e serviços em relação à oferta dos mesmos. Assim, o aumento dos juros tornaria mais atrativo para indivíduos, famílias e empresas alocar seus recursos sob a forma de poupança, ao invés de direcioná-los para o consumo. Com isso, seria observada uma redução da pressão da demanda, contribuindo para atenuar a alta dos preços.

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Mario Augusto Jakobskind: América Latina nas mídias mundiais

AMÉRICA LATINA NAS MÍDIAS MUNDIAIS

Países do continente chamam atenção em processos políticos decisivos

Por Mario Augusto Jakobskind

A América Latina tem ocupado as primeiras páginas dos principais jornais do mundo. Mesmo na Europa, onde tempos atrás o continente só era notícia a partir de algum fato com determinado número de mortos, os meios de comunicação das mais diversas tendências têm priorizado o continente latino-americano.

Nos Estados Unidos, o depoimento do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na Comissão de Relações Exteriores da Câ-mara de Representantes ganhou destaque, por ter ele afirmado um antigo conceito no qual “a América Latina é nosso pátio traseiro”. E foi mais adiante acrescentando que “temos de nos aproximar (da América Latina) de uma forma vigorosa”.

Nas últimas semanas, a Venezuela, o Paraguai, a Argentina têm sido destaque por uma série de acontecimentos. O Brasil, a partir de janeiro de 2003, quando tomou posse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também tem sido notícia destacada por parte da imprensa estrangeira.

A Venezuela ganhou maior atenção a partir da eleição do presidente Hugo Chávez e as transformações ocorridas naquele país. A doença e a morte de Chávez em 5 de março último foi acompanhada quase diariamente pelos meios de comunicação em todo o mundo, culminando com a recente eleição do presidente Nicolás Maduro, herdeiro político do principal condutor da Revolução Bolivariana.

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José Arbex Jr.: O terror tem a cara de Thatcher

O TERROR TEM A CARA DE THATCHER

O atentado em Boston, logo após a morte da “Dama de Ferro”, ilumina tragicamente um mundo em que o estado é incapaz de conter atos extremos

Por José Arbex Jr.

Por uma dessas estranhas ironias que a madame história adora praticar, o atentado de Boston ocorreu em 15 de abril, exatamente uma semana após a morte de Margaret Thatcher. Claro: não há qualquer relação entre os fatos, do ponto de vista da crônica policial. São eventos independentes, sem relação de causa e efeito. Mas são interconectados, se consideramos Thatcher como símbolo de uma filosofia política terrorista. Sua famosa sentença: não há sociedade, há apenas indivíduos, é o emblema de um mundo povoado por seres solitários, fragmentados, angustiados, entregues a uma luta diária pela sobrevivência, por poder e prestígio. É um mundo propício a atos extremados de desespero e ódio. Visto dessa perspectiva, em 15 de abril tudo se passou como se o espírito rancoroso da “Dama de Ferro” tivesse escolhido uma ocasião festiva, popular e democrática para cobrar ainda uma vez o tributo em sangue que consumou o ritual do sétimo dia.

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Sérgio Vaz: Antes que seja tarde

ANTES QUE SEJA TARDE

Por Sérgio Vaz

Se não fosse tão covarde, acho que o mundo seria um lugar melhor. Não que dependa de uma só pessoa, mas se o medo não fosse constante ajudaria milhares de pessoas que agem como centelhas tentando criar uma labareda que incendiasse de entusiasmo a humanidade.

Mas o que vejo no espelho é um homem abatido diante das atrocidades que afetam os menos favorecidos.

Se tivesse coragem, não aceitaria crianças passarem fome, frio e abandono, que nos assustam nos semáforos com armas, pedem esmolas, amontoadas em escolas que não ensinam e, por mais que chorem, somos imunes a essas lágrimas.

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Gilberto Felisberto Vasconcellos: Walter da Silveira

WALTER DA SILVEIRA

Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Walter da Silveira foi o homem que aprendeu a ler para ver cinema. Insistia por telefone a meu amigo José Walter Lima que me enviasse da Bahia o livro. Durante meses foi essa lengalenga, até que enviou-me os quatro volumes de Walter da Silveira. Maravilha.

Eu havia lido, mal e rapidamente, Fronteiras do Cinema. Passei uns tempos em Salvador na casa de meu tio marxista, Armando Domingues,pai de Carlos Vasconcelos Domingues

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