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Artigos e Debates

Guto Lacaz

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Editorial e Sumário

EDITORIAL

190 capa 250A supervalorização da terra e dos imóveis urbanos tem acelerado a exclusão social e ampliado para a periferia mais distante os efeitos danosos da especulação, que há tempos tomou conta das cidades sem qualquer controle e limite.

A Caros Amigos mostra que a ganância das incorporadoras não apenas eleva astronomicamente os preços nas áreas nobres, inviabilizando a moradia dos mais pobres, e até mesmo de setores das classes médias, como também força o deslocamento de contingentes da população para núcleos residenciais longe dos centros urbanos – nos quais os moradores fi cam isolados e despojados dos serviços públicos, com a consequente perda na qualidade de vida.

Outra reportagem debate o papel nefasto dos chamados programas humorístico da TV, que, na ausência de melhor criatividade, procuram explorar nas piadas as situações que reproduzem e reforçam preconceitos contra segmentos da população, especialmente para atingir negros, índios, mulheres e gays. Em nome de uma pretensa “liberdade de expressão”, tais programas escondem não apenas a piada de mau gosto e o sensacionalismo barato, mas a visão conservadora e preconceituosa mais atrasada na sociedade.

A Caros Amigos explica que, diferentemente da omissão de muitos governos latino-americanos, o governo de Cristina Kirchner, na Argentina, com a participação decisiva do Congresso Nacional e de setores do Poder Judiciário, decidiu enfrentar para valer os barões da mídia, aqueles poucos grupos que há anos monopolizam o sistema de comunicação do país. A nova lei de mídia estabelece a divisão equilibrada dos meios entre públicos, privados e estatais; e limita o número de concessões de rádio e TV para cada empresa. Assim, a Argentina entra, agora, na era da democratização da comunicação, com certeza um ganho signifi cativo para toda a sociedade.

Outras matérias tratam da organização de trabalhadores nas reservas extrativistas do Amapá, o novo status da Palestina na ONU, o projeto que procura integrar o futebol de várzea com os saraus de poesia e literatura, o papel do Estado na “cracolândia”, além de excelentes entrevistas com Maria Lucia Fattorelli, que analisa a dívida pública que consome o orçamento da União, e com o músico Marcelo Yuka, que fala sobre as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro.

Encarte

Cuba2-iJunto com essa edição, o leitor recebe o número 2 do encarte especial Cuba Sem Bloqueio, série de quatro fascículos que faz um balanço atualizado dos 50 anos de bloqueio econômico imposto pelo imperialismo dos Estados Unidos ao povo da República de Cuba. Encartados nas revistas de dezembro, janeiro, fevereiro e março, os fascículos mostram o anacronismo danoso do bloqueio e enfatizam as vantagens de sua imediata suspensão, para todos os povos do mundo, da América Latina e também estadunidense.

Clique na imagem e leia o editorial. E acompanhe o especial também no site de Caros Amigos.

Boa Leitura.

 

SUMÁRIO

REPORTAGENS

ESPECULAÇÃO
10 - Explosão do mercado imobiliário acelera precarização da vida nas cidades.
Por Eliane Parmezani

EXTRATIVISMO
16 - Movimento popular organiza exploração de reservas no Amapá.
Por Eduardo Sá

MÍDIA
26 - Argentina enfrenta os barões da imprensa para democratizar a comunicação.
Por Débora Prado

HUMOR
29 - Programas de TV difundem piadas preconceituosas para milhões de brasileiros.
Por Paula Salati

PALESTINA
32 - ONU aprova novo status para a Palestina contra a violência de Israel.
Por Tatiana Merlino

FUTEBOL E POESIA
40 - Projeto da Cooperifa integra o futebol de várzea com atividades literárias.
Por Nina Fideles

ENTREVISTAS

20 - MARIA LÚCIA FATTORELLI: “Dívida pública consome orçamento da União”.
Por Gabriela Moncau

42 - MARCELO YUKA sobre a segurança pública: “Não acredito em paz armada”.
Por Otávio Nagoya

ARTIGOS E COLUNAS

06 - Mc Leonardo fala sobre o reiterado discurso em defesa da educação.

08 - Gilberto Felisberto Vasconcellos defende a proibição da telenovela.

09 - José Arbex Jr.: governo estadunidense usa robôs para assassinar “inimigos”.

14 - João Pedro Stedile aponta 2012 o pior ano da reforma agrária desde a ditadura.

14 - Frei Betto apresenta votos de Feliz Ano-Novo aos que fazem a diferença.

15 - Sérgio Vaz indica as características marcantes da mediocridade de cada um.

34 - Mário Augusto Jakobskind comenta o isolamento do governo israelense.

36 - Gershon Knispel presta homenagem ao amigo e companheiro Oscar Niemeyer.

38 - Bárbara Vidal analisa a paranoia do Estado no enfrentamento das drogas.

SEÇÕES

05 - Caros Leitores – cartas e comentários pelo Twitter e no Facebook.

06 - Falar Brasileiro – Por Marcos Bagno: o que não sabemos da nossa língua.

07 - Paçoca – Por Eliete Negreiros: romantismo e melancolia de Dolores Duran.

15 - Amigos de Papel – Por Joel Rufino dos Santos: crítica ao esquema do futebol.

19 - Perfil de Décio Pignatari – Por Caio Zinet: o poeta inquieto e inovador.

24 - Ensaio Fotográfico de Patrícia Monteiro – retrato da vida numa ocupação.

45 - Ideias de Botequim – Por Renato Pompeu : o que a esquerda lembra.

CHARGES

04 - Guto Lacaz

46 - Claudius

 

O que não sabemos da nossa língua? - Por Marcos Bagno

O que não sabemos da nossa língua? 

Por Marcos Bagno

Dia desses, uma das minhas assinantes no Facebook me perguntou o que nós, brasileiros em geral, não sabemos sobre a nossa língua. Respondi, brevemente, mas acho que valeria a pena discorrer um pouco mais a respeito do tema. É que, de fato, a ignorância geral quando o assunto é língua deixa qualquer especialista na área de cabelo em pé. Já avançamos tanto em outros campos da vida social, política, cultural. Já abandonamos tantos mitos e superstições que prejudicavam o bom convívio em sociedade, mas quando se trata das línguas em geral e da nossa em particular ainda vivemos em plena Idade Média.

Leia a coluna completa na edição 190 da Caros Amigos, nas bancas ou loja virtual

Aí irmão, humildade e disciplina! - Por Mc Leonardo

Aí irmão, humildade e disciplina! 

Por Mc Leonardo

Em todas as discussões que surgem em qualquer lugar e sobre qualquer assunto, o final é sempre o mesmo: Educação.

O senador Cristóvão Buarque tem em todos os seus discursos a seguinte frase: "Educação, educação e educação!"

A presidente Dilma deu seu veredito sobre o pré-sal, decidindo que todos os municípios do Brasil terão direito à partilha dos royalties do petróleo, e que cada centavo arrecadado terá que ser investido na educação.

Mas onde está a educação?

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Paçoca - Por Eliete Negreiros: Dolores Duran, flor da noite carioca

Dolores Duran, flor da noite carioca

Paçoca - Por Eliete Negreiros

"Ah! Você está vendo só / Do jeito que eu fiquei / E que tudo ficou/ Uma tristeza tão grande/ Nas coisas mais simples que você tocou". É assim que começa uma das mais belas canções românticas brasileiras, com esse tom confessional e intenso, com a dor da ausência enlutando cada detalhe do lar abandonado. Dolores Duran tinha essa sensibilidade, essa habilidade de falar da dor da perda de um modo simples, direto e, por isso mesmo, contundente. Na canção, a falta do ser amado se anuncia até nos pequenos detalhes, uma imensa tristeza derrama-se sobre tudo e cobre o mundo dos ex-amantes, paraíso perdido. A ausência do amado está nas pequenas coisas que já não existem mais ou, que se existem, ganham outra tonalidade. No entanto, no sofrimento não há só fraqueza, abatimento, há também coragem, coragem de olhar a dor nua e crua, não fugir dela, olhar o vazio, aceitar a perda. Bom dia, tristeza. Bom, Por causa de você, embora retrate a desolação da casa abandonada, é uma canção da volta: "Olhe meu bem, nunca mais, nos deixe por favor/ Somos a vida, o sonho, nós somos o amor/ Entre meu bem , por favor, não deixe o mundo mau lhe levar outra vez". (Tom Jobim, Dolores Duran)

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A TV é que ti vê, seu babaca! - Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

A TV é que ti vê, seu babaca!

Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Ainda não pintou parlamentar de esquerda propondo um dispositivo democrático e humanista para suprimir a telenovela da televisão. A ausência dessa iniciativa revela a mediocridade política da esquerda brasileira. É por isso que inexiste partido da classe operária. A esquerda alienada não considera a telenovela o maior obstáculo ideológico à consciência de classe do proletariado.

Curso, reunião, assembleia, sindicato, comício, organização de greve – nada disso adianta se o operário depois da fábrica vai para casa ou para o boteco ver telenovela. O mesmo seja dito em relação ao Sem-Terra deseducado politicamente pela telenovela. Nosso amigo Stédile prestaria um inestimado serviço ao desenvolvimento da consciência socialista se proibisse a telenovela nos assentamentos. Isso porque, entre outras coisas deploráveis, a telenovela é um instrumento de sacralização do latifúndio e demonização da reforma agrária no inconsciente dos Sem-Terra.

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Tio Sam mobiliza robôs contra seres humanos - Por José Arbex

A utilização de drones (aviões não tripulados) em missões de ataques e execuções seletivas de "inimigos" anuncia novo estágio na história das guerras.

Por José Arbex Jr.

O pássaro metálico aproxima-se da aldeia pashtun localizada na região do Waziristão, a noroeste do Paquistão, fronteira com o Afeganistão. A aldeia está em festa: convidados usam roupas coloridas e aguardam a chegada da noiva, com muita música, dança e comida. As crianças brincam, os mais velhos falam da vida. Repentinamente, o avião, em voo rasante, dispara um míssil e desaparece no horizonte. Deixa vários mortos, dezenas de feridos, a aldeia em ruínas. O detalhe mais curioso é que ninguém tripula o avião. Ou melhor, ele é tripulado por controle remoto, por algum soldadozinho de Tio Sam confortavelmente instalado em alguma base militar situada nos Estados Unidos, a milhares de quilômetros da aldeia. O avião é um drone, veículo aéreo não tripulado (UAV, na sigla em inglês), a mais nova coqueluche da indústria bélica estadunidense. E Barack Obama é seu fã incondicional.

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Especulação explode nas periferias

A expansão desordenada do mercado imobiliário avança nas regiões mais afastadas dos centros metropolitanos e acelera a deterioração da vida nas cidades.

Por Eliane Parmezani

Em todo o Brasil, a expansão desordenada das cidades tem provocado, especialmente na última década, a proliferação de condomínios privados em locais cada vez mais afastados das regiões centrais, dificultando o acesso dos novos moradores aos equipamentos urbanos.

"O que se observa nas periferias integra uma nova rodada espacial da reprodução do capitalismo imobiliário no Brasil, que se liga estreitamente à chamada mundialização financeira", analisa o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Danilo Volochko.

Nabil Bonduki, ex-superintendente de Habitação Popular da Prefeitura de São Paulo (1989-1992) e secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente na gestão de 2011 a 2012, explica que, em nível internacional, existe uma quantidade importante de capital buscando aplicação. Segundo ele, à medida em que o mercado imobiliário estadunidense e outros importantes, como o espanhol, passaram por um período de crise, o Brasil tornou-se polo atrativo de aplicação desses capitais. Para Bonduki, "O que foi potencializado pela melhora das condições econômicas do País, de maneira geral, e por nossas condições jurídicas favoráveis, que deram segurança aos investidores. Com isso, há um processo de financeirização do mercado imobiliário brasileiro, com aplicações maciças de capitais. Nesse contexto, as ações do governo que buscavam estimular a construção civil vão, certamente, contribuir muito nesse processo."

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O pior ano da reforma agrária - Por João Pedro Stedile

O pior ano da reforma agrária

Por João Pedro Stedile

O ano de 2012 foi um dos piores anos para a reforma agrária em toda história do MST, comparado apenas a outros períodos muito duros, como foram 1990-92, no governo Collor, e no final do mandato de FHC, de 2000 a 2002, durante a gestão de Raul Pinto Jungmann no Incra.

Há muitas formas de se medir avanços ou retrocessos sociais. Uma das formas de analisar é através dos dados estatísticos, que sempre são muito limitados ou manipuláveis, porém podem demonstrar a tendência dos acontecimentos.

No ano de 2011, teriam sido assentadas ao redor de 20 mil famílias, e em 2012, menos de 12 mil famílias foram assentadas. Esse fato, representa menos de 500 famílias por estado no ano, não só é ridícula como política pública, como é vergonhosa para qualquer governo. Até uma prefeitura qualquer, poderia assentar esse número de famílias se fosse função sua!

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