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Ter22072014

Atualizado as04:43:23 PM

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Artigos e Debates

Mc Leonardo: O real valor do espírito olímpico

O real valor do espírito olímpico

Por Mc Leonardo

O desempenho do esporte brasileiro nas Olimpíadas de Londres foi muito menor do que todos os brasileiros queriam, mas na minha opinião foi muito além da sua capacidade, tendo em vista a atual visão que os responsáveis pelo esporte têm sobre o podium olímpico.

Os números e as entrevistas sobre o balanço final das olimpíadas, apresentados em um programa de TV chamado Esporte Espetacular, que foi ao ar no domingo, dia 19 de agosto deste ano, são a prova de que o Brasil não está no caminho certo.
Somados todos os valores de incentivos públicos aos esportes olímpicos, a delegação brasileira chegou em Londres com um investimento 44% maior do que chegou em Pequim, nas Olimpíadas de 2008.

Leia o artigo completo na edição 186 de Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual

Falar Brasileiro - Por Marcos Bagno: Educação Brasileira: Rir para não chorar?

falar brasileiro
Por Marcos Bagno ...

EDUCAÇÃO BRASILEIRA: RIR PARA NÃO CHORAR?

Enquanto prossegue a longa greve dos professores das universidades federais (uma enorme decepção para os que pensávamos que os gover- nos populares fariam esforços para corrigir 500 anos de descaso no campo da educação), procuro entender de que modo certos hábitos refletem o elitismo que sempre tem caracterizado o nosso acesso à cultura letrada. Com irritante frequência, alguém publica nas redes sociais fo- tos de placas, letreiros, cartazes etc. contendo erros de ortografia.

Logo essas fotos são compartilhadas por milhares de pessoas, acompanhadas de comentários do tipo “pobre português”, “vamos salvar a nossa língua”, “onde está nossa educação?” e outras bobagens da mesma ordem. Mas esses comentários são os menos numerosos: os que de fato dominam essas postagens são do gênero “rs”, “uhahuahua” ou “kkkkk”, quando não o estúpido “lol”, que só faz sentido para os falantes de inglês.

Leia o artigo completo na edição 186 da Revista Caros Amigos nas bancas ou na loja virtual

Edição 185 - Editorial e Sumário

Capa 185-OKESCALADA AUTORITÁRIA

A nova edição da revista Caros Amigos está repleta de boas reportagens, entrevistas e artigos. Tratamos de temas que nem sempre aparecem na grande imprensa conservadora. E abordamos vários assuntos com foco diferenciado do sistema de comunicação hegemônico, especialmente para mostrar as manobras e maracutaias dos grupos econômicos e da direita.
Caros Amigos publica, mais uma vez, graves denúncias sobre abuso de autoridade e a barbárie que a Polícia Militar teima em praticar contra as populações mais pobres, que moram nas periferias e que não contam normalmente com rede de proteção na mídia e nos poderes constituídos. A revista mostra casos de execução sumária de cidadãos, ameaças à população e atos típicos de esquadrões da morte e de grupos de extermínio formados por policiais.

A revista revela o que é e como funciona o Instituto Millenium, uma organização de direita que reúne empresários, intelectuais, acadêmicos e jornalistas – que tem por objetivo defender o capitalismo e os valores do neoliberalismo. O IMIL conta com recursos financeiros para ampliar seus tentáculos, atuar politicamente em várias frentes e atrair cada vez mais militantes para as fileiras do conservadorismo. O Millenium é o sucessor direto do IPES, que participou ativamente do golpe militar de 1964.

Outras matérias relatam os procedimentos necessários para a mudança de sexo pelo SUS, o processo de privatização da TV Cultura, o desmonte do IBAMA e o escândalo da empresa Controlar – que recebeu da Prefeitura de São Paulo o serviço de inspeção veicular sem passar por licitação pública. Apresentamos também duas entrevistas reveladoras: uma com o ex-ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que analisa o trabalho da Comissão da Verdade, e outra com o cineasta Beto Brant, que conta como é difícil fazer cinema independente no Brasil.

Caros Amigos está com conteúdo imperdível.

Vale a pena conferir.

Hamilton Octavio de Souza
Diretor de redação


SUMÁRIO

 

REPORTAGENS

10 - POLÍCIA ASSASSINA: o povo de São Paulo sob terror do governo Alckmin. Por Tatiana Merlino

16 - INSTITUTO MILLENIUM: principal centro de formação e articulação da direita. Por Débora Prado

20 - IBAMA: o órgão de proteção ambiental enfrenta grave processo de desmonte. Por Otávio Nagoya

36 - MUDANÇA DE SEXO: como chegar à cirurgia na rede pública de saúde. Por Paula Salati

40 - INSPEÇÃO VEICULAR: contrato irregular depende de decisão da Justiça. Por Gabriela Moncau

46 - TV CULTURA: tucanato paulista insiste na privatização da emissora estatal. Por Eliane Parmezani

 

ENTREVISTAS

28 - PAULO VANNUCHI – ex-ministro avalia o trabalho da Comissão da Verdade. Por Tatiana Merlino

43 - BETO BRANT – cineasta fala dos desafios do cinema independente no Brasil. Por Débora Prado

 

ARTIGOS E COLUNAS

06 - Mc Leonardo: poetas da Cooperifa ocuparam sarau na favela da Rocinha.

08 - Gilberto Felisberto Vasconcellos analisa o jogo do imperialismo na América Latina.

08 - Emir Sader fala sobre a indispensável articulação entre teoria e prática.

09 - José Arbex Jr. presta homenagem ao pensador marxista Vito Letízia (1937-2012).

15 - Sérgio Vaz esclarece o que é magia negra de verdade e feitiço de racista.

24 - João Pedro Stedile aponta porque o governo não faz a reforma agrária.

24 - Frei Betto alerta que o PT corre o risco de ficar mais parecido com o PMDB.

50 - Mario Augusto Jakobskind analisa projeto uruguaio de comercializar a marijuana.

51 - Gershon Knispel protesta contra prédio que detona os valores civilizatórios.

 

SEÇÕES

05 - Caros Leitores: cartas e comentários pelo Twitter e no Facebook.

06 - Falar Brasileiro - Por Marcos Bagno: deixa claro que ninguém manda na língua.

07 - Paçoca – Por Pedro Alexandre Sanches: falsas dicotomias na música brasileira.

15 - Amigos de Papel – Por Joel Rufino dos Santos: as contradições existenciais.

26 - Perfil de José Celso Martinez – Por Alexandre Bazzan e Eliane Parmezani.

34 - Ensaio Fotográfico de Rafael Stedile: eleições e protestos no México de 2012.

52 - Ideias de Botequim – Por Renato Pompeu: as memórias da viúva de Prestes.

Ideias de Botequim - Por Renato Pompeu: As memórias de Maria, viúva de Prestes

IDEIAS DE BOTEQUIM

Por Renato Pompeu

AS MEMÓRIAS DE MARIA, A VIÚVA DE PRESTES

Em terceira edição, vinte anos depois das duas primeiras edições, sai em português e em castelhano, no mesmo volume, pela Anita Garibaldi e E-Papers, o livro Meu companheiro – 40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes, de Maria Prestes, sua viúva, que este ano está completando 80 anos de idade.

De origem humilde, nordestina, Altamira, seu verdadeiro nome, filha de pai comunista, era militante ela própria e foi designada pelo PC para cuidar, como governanta e guarda-costas, do líder Prestes, que acabara de sair da prisão durante o Estado Novo.

Os dois acabaram namorando e casando; ela teve nove filhos, que se juntaram a Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário, a primeira mulher de Prestes.

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Gerson Knispel: Prédio de rico detona valores civilizatórios

BARBÁRIE URBANA

PRÉDIO DE RICO DETONA VALORES CIVILIZATÓRIOS

Proprietários elitistas ampliam o espaço para veículos, apostam na especulação imobiliária e ignoram relações humanizadas

Por Gershon Knispel

No prédio em que fica o meu apartamento no bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde moro desde 1987, corria tudo bem, tudo em paz, desde que ele havia sido construído em 1957, diante do Colégio Sion, com a paisagem da cidade aberta a nossos olhos. Até a mensalidade do condomínio era bastante baixa.

Mas tudo chegou ao fim num dia, quando meu filho ocupou com seu carro a vaga reservada a um apartamento que estava à venda. Um morador novo, que havia comprado outro apartamento, furioso, de pé em atitude de provocação, falando entre dentes, disse: “Essa é minha vaga, aluguei dos proprietários desse apartamento”. De dedo em riste, quase me batendo, berrou: “Vocês não vão mais usar essa vaga!” Respondi: “Você podia ter colocado um aviso informando essa novidade. Vai me bater por causa disso?”

O novo vizinho tinha dois BMWs e mais uma perua – para ele não bastavam as duas vagas reservadas a cada apartamento. Mas, se tinha três carros, não teve sorte. Logo o apartamento vago foi comprado. Quando esse vizinho agressivo se propôs entusiasmadamente como síndico e foi aceito, não tínhamos ideia de onde estávamos nos metendo. Passadas algumas semanas, o velho zelador que estava ali há mais de vinte anos, foi demitido, juntamente com os demais funcionários. Em troca, vieram seis seguranças de uma agência de vigilância. Fios de alta tensão cercaram os nossos jardins e o prédio parece um quartel-general.

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Pátria Grande - Por Mário A. Jakobskind: Estado uruguaio quer comercializar a marijuana

DROGAS

ESTADO URUGUAIO QUER COMERCIALIZAR A MARIJUANA

País sul americano discute polêmico projeto que tem por objetivo enfrentar o poder do narcotráfico

Por Mário Augusto Jakobskind

Há várias semanas, o Uruguai, um pequeno país do Cone Sul com pouco mais de 3 milhões de habitantes, menor, portanto, do que São Paulo e Rio de Janeiro, tem aparecido nas primeiras páginas dos principais jornais do mundo em função do surgimento de um polêmico projeto de legalização da venda de marijuana pelo Estado.

A justificativa é a de que a comercialização estatal da marijuana seria uma forma concreta de enfrentar o narcotráfico, que aufere lucros exorbitantes com a venda do produto tornando-se em várias partes do mundo poder paralelo, às vezes mais forte do que muitos Estados nacionais.

Como demonstração de cautela, toda vez que é perguntado sobre o projeto, o presidente José Mujica responde de duas formas: “não está definido” ou “estamos debatendo”.

AUTOCONSUMO

O jovem parlamentar esquerdista do Movimento de Participação Popular (MPP), partido do presidente Mujica e integrante da Frente Ampla, Sebastian Sabini, conhecido como Tati Sabini, autor também de um projeto sobre a comercialização da marijuana, prevendo o autoconsumo, entende que as drogas legais como o álcool e o tabaco são mais perniciosas e geram mais dependência do que o cannabis que é ilegal. Mas ele condena considerar a marijuana inócua e a demonização sem fundamentos do produto. Sabini não aceita o ideário do senso comum sobre a matéria.

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Tucanato insiste na privatização da TV Cultura. Por Eliane Parmezani

COMUNICAÇÃO

TUCANATO INSISTE NA PRIVATIZAÇÃO DA TV CULTURA

João Sayad já demitiu mais de mil funcionários e extinguiu mais de uma dezena de produções

Por Eliane Parmezani

Falar em desmonte da Fundação Padre Anchieta não é força de expressão. A mantenedora da TV Rá Tim Bum (a cabo), do canal digital Multicultura, da Univesp TV, das rádios Cultura Brasil e Cultura FM, além da TV Cultura, enfrenta uma avassaladora ingerência política por parte dos últimos governos tucanos paulistas – Serra e Alckmin. Tal ingerência não é explícita, mas ganha contornos cada vez mais nítidos desde a posse do atual presidente, João Sayad.

Uma carta-manifesto encaminhada ao Conselho Curador no dia 15 de maio, assinada por sindicatos, movimentos sociais, jornalistas da imprensa alternativa, pesquisadores, artistas plásticos, ex-funcionários da TV Cultura e defensores da democratização da comunicação, entre outros, resume a situação atual da FPA.

Diz, no primeiro parágrafo, o seguinte: “O momento que vive a Fundação Padre Anchieta suscita preocupações de várias ordens. Em primeiro lugar, pela perda da capacidade de produção própria em função das opções administrativas e grande quantidade de demissões. Em segundo, por opções editoriais que afetam sua dimensão de serviço público, como a inclusão do programa da Folha de S. Paulo em sua grade. Em terceiro, por uma falta de clareza no projeto estratégico, que parece não ter bem resolvida a tomada dos índices de audiência como indicadores. Finalmente, pela opção do Conselho Curador por um acompanhamento mais distante do processo que se desenvolve no cotidiano das rádios e da televisão, o que faz com que ele não cumpra papel importante que teria na defesa do caráter público das emissoras.”

O quadro indica um momento de crise institucional sem precedentes.

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Beto Brant: A dor e a delícia de fazer cinema independente. Por Débora Prado

ENTREVISTA: BETO BRANT

A DOR E A DELÍCIA DE FAZER CINEMA INDEPENDENTE NO BRASIL

Sem parceria com as grandes redes de televisão, Brant aponta as dificuldades de fazer filmes de conteúdo crítico

Por Débora Prado

O cineasta paulista Beto Brant já tem a crítica social como um traço reconhecido em seus filmes há algum tempo. Talvez seja por isso que, com 25 anos atuando no cinema, ele seja uma testemunha das dificuldades de se fazer cinema independente das grandes redes de televisão, como a Rede Globo, no Brasil.

Seu filme Ação Entre Amigos (1998), por exemplo, conta a história de ex-guerrilheiros que resistiram à Ditadura Militar no Brasil. O filme está presente na primeira edição do festival “Cinema pela Verdade”, uma iniciativa da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para exibir gratuitamente filmes nacionais sobre o regime militar em universidades. Em parceria com Bianca Villar e Renato Ciasca, Brant criou a produtora Drama Filmes para produzir O Invasor (2002), que retrata o crime e a violência como pontos de contaminação entre setores da sociedade.

Seu filme mais recente, Eu Receberia as Piores Notícias do Seus Lindos Lábios, foi apresentado como a história de um triângulo amoroso entre a personagem Lavínia, interpretada por Camila Pitanga, uma mulher casada com um pastor que passa a ter um caso com um fotógrafo forasteiro no interior do Pará. Mas o filme é mais que isso, ele extrapola a ficção e denuncia a extração ilegal de madeira e o desmatamento na região amazônica.

Traz ainda para o primeiro plano a resistência dos ribeirinhos, a partir do reconhecimento que Beto Brant e sua equipe deram ao movimento social autônomo que encontraram em plena deflagração durante a filmagem nos arredores de Santarém (Pará). Para isso, substituiu o tema do garimpo, presente no livro homônimo de Marçal Aquino que inspirou a película, pelo da extração ilegal.

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Inspeção Veicular: O dinheiro fácil do caça-níquel paulistano. Por Gabriela Moncau

INSPEÇÃO VEICULAR: O DINHEIRO FÁCIL DO CAÇA-NÍQUEL PAULISTANO

Denunciado por irregularidades, o contrato da Prefeitura de São Paulo com a Controlar aguarda decisão da Justiça

Por Gabriela Moncau

O processo dura 5 minutos. A taxa, R$44,36. O motorista aguarda sentado em frente ao seu carro, ao lado de uma cabine com um computador que dá as coordenadas para o profissional que faz a inspeção. Acelera, verifica o escapamento, passa um espelho embaixo do veículo, e normalmente o automóvel já está liberado nessa etapa. Se não, o carro passa pela medição de ruído (com uma espécie de microfone no escapamento) e gases (com um cartãozinho preto para fazer o contraste e observar a cor da fumaça do automóvel).

E assim está finalizada a inspeção ambiental veicular feita pela empresa Controlar SA, obrigatória para todos os veículos registrados no município de São Paulo. Levando em conta que são 7 milhões de automóveis registrados na cidade paulistana, a empresa recolheria, por ano, cerca de R$ 310.520.000,00. Não à toa, o negócio trouxe cifrões aos olhos de muitos.

O FLAGRA

Gilberto Kassab (PSD) passeava tranquilamente pelas ruas de Londres quando a informação lhe foi assoprada nos ouvidos. Era 24 de novembro e já nesse mesmo dia o prefeito de São Paulo falou à imprensa que se sentia “magoado”. O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo entrara com uma ação contra Kassab pedindo seu afastamento do cargo e o bloqueio de seus bens.

O prefeito, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), seis empresas – entre elas a CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias) e a Controlar – e 13 empresários foram acusados de participar de uma fraude bilionária com o sistema de inspeção veicular em São Paulo.

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