Entrevista com Jean Wyllys: "Estão alimentando a ultra-direita"

Edição 213
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Deputado federal reeleito analisa o embate da campanha e pós-campanha e vê traço fascista no “antipetismo”

Por Fania Rodrigues

Baiano de nascimento, Jean Wyllys é deputado federal pelo PSol do Rio de Janeiro. Ele ficou conhecido ao participar e vencer o Big Brother Brasil 5, e ganhou respeito depois que foi eleito em 2010. Gay assumido,
Jean Wyllys foi salvo da pobreza pela educação e sua inteligência acima da média. Aos catorze anos foi para um colégio interno para crianças com altas habilidades de assimilar conhecimento, venceu a pobreza do agreste baiano, se tornou jornalista, mestre e doutor pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente deputado no Congresso Nacional, dedica-se a defender os Direitos Humanos das minorias, entre elas a causa LGBT. Ao longo das eleições desse ano, Wyllys consolidou sua postura política ao puxar, com outros
parlamentares, uma frente no PSol defendendo o voto em Dilma para espantar a sombra do tucanato
– o partido havia liberado seus militantes, exceto para votar em Aécio Neves.

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Caros Amigos - Quais as principais conquistas do seu mandato? Que diferença você fez no Congresso?

Jean Wyllys - A primeira diferença é o fato de ser homossexual assumido, isso por si só já tem um valor
político muito grande. Entre os 513 deputados federais há um que se assume homossexual e de maneira orgulhosa. Minha conduta lá dentro, minha relação com os deputados e a maneira com que conduzo as pautas despertam um respeito muito grande. Isso é muito importante do ponto de vista político, porque aquele garoto, que está em Araraquara (SP), no interior do Piauí, aquele garoto gay, que cresceu em uma sociedade homofóbica, ao ver uma pessoa homossexual no poder, no parlamento, na tribuna, com voz e com respeito, ele vai dizer: “É possível”. Por isso sou tão atacado e há tanta calúnia e difamação contra mim,
promovidas por fundamentalistas religiosos e por fascistas. Eles sabem que minha conduta e meu exemplo contraria o discurso homofóbico.

Leia a entrevista completa na edição 213 de Caros Amigos nas bancas ou loja virtual

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